Parece que a novidade chegou com um probleminha embutido. O Google lançou o Gemini 3.8 Flash e já colocou o modelo pra trabalhar dentro do AI Mode, disponível para quem assina os planos Google AI Pro e Ultra. Só que os usuários notaram algo estranho: as respostas geradas pela ferramenta simplesmente pararam de citar ou linkar as fontes usadas.
A boa notícia é que a empresa já confirmou o problema publicamente e garantiu que uma correção está a caminho.
O que estava acontecendo
Na prática, o AI Mode deixou de inserir links e citações nas respostas, principalmente naquelas consultas mais genéricas, do tipo que fica no topo do funil de busca. O caso ganhou repercussão depois que Gagan Ghotra publicou capturas de tela no X mostrando exatamente esse comportamento — respostas completas, sem nenhuma referência às fontes originais. Pouco depois, Glenn Gabe também compartilhou prints semelhantes na rede social, reforçando que não se tratava de um caso isolado.
A resposta do Google
Diante da repercussão, Robby Stein, vice-presidente de Produto do Google Search, respondeu diretamente sobre o assunto:
“Ei — obrigado por avisar. Isso não está funcionando como deveria, e vamos lançar uma correção em breve.”
Ou seja, o próprio Google reconheceu que se tratava de uma falha e não de uma mudança intencional na forma como o AI Mode entrega resultados.
Por que isso importa
O detalhe que chama atenção é o contraste com o discurso recente da empresa. O Google vem repetindo que quer linkar mais para sites externos, justamente para sustentar o ecossistema da web e não sufocar quem produz conteúdo original. Só que esse novo lançamento fez exatamente o oposto: em vez de reforçar as citações, elas simplesmente sumiram das respostas.
Para quem cuida de estratégias de SEO e depende de tráfego vindo de buscas com IA, esse tipo de falha acende um alerta — mesmo que temporário, mostra como pequenas mudanças de modelo podem impactar diretamente a visibilidade de sites na web.
Impacto limitado, por enquanto
Há um consolo nessa história toda: o bug afetou apenas quem estava usando o Gemini 3.8 Flash, modelo que, até o momento, é exclusivo dos assinantes pagos do Google AI Pro e Ultra. Ou seja, a maior parte dos usuários do AI Mode não chegou a sentir o problema na pele. Ainda assim, o episódio serve como lembrete de que, mesmo em fase de testes com público restrito, qualquer ajuste em modelos de IA merece acompanhamento de perto — especialmente quando o assunto é a relação entre buscadores e o tráfego que eles direcionam (ou deixam de direcionar) para o resto da internet.