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Como vender pela internet: veja o passo a passo para começar do zero

Por: Luan dos Santos
01/09/2026
08:00h
Como vender pela internet: veja o passo a passo para começar do zero
Guia mostra como vender pela internet: escolha de produtos, canais, preços, pagamentos e exigências legais para começar um negócio online.
RESUMIR COM:

Quem pensa em abrir um negócio ou ampliar as vendas de uma empresa já existente tem hoje um leque grande de opções para vender pela internet. É possível montar uma loja virtual própria, anunciar em marketplaces ou usar redes sociais como vitrine. A dúvida que fica é por onde começar e o que realmente é necessário para sair do papel.

O comércio eletrônico brasileiro segue em expansão. No primeiro semestre de 2026, o setor faturou R$ 208,4 bilhões, alta de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Confi em parceria com o E-Commerce Brasil. Foram 756,7 milhões de pedidos no período, crescimento de 34,8%.

Outro dado reforça essa tendência: pesquisa da NielsenIQ, divulgada em junho de 2026, mostra que 88% dos consumidores de bens de consumo de giro rápido afirmam comprar pela internet. Ou seja, o hábito de compra online já está consolidado entre boa parte da população.

Vale a pena vender pela internet?

Sim, mas estar online não é garantia automática de vendas. Preço competitivo, boa experiência de compra, reputação, logística eficiente e divulgação continuam sendo fatores decisivos para quem quer se destacar.

Entre as vantagens de vender pela internet estão:

  • alcançar consumidores de diferentes regiões;
  • manter os produtos disponíveis para consulta a qualquer horário;
  • vender por diferentes canais ao mesmo tempo;
  • acompanhar pedidos e comportamento de compra;
  • testar produtos e estratégias comerciais;
  • integrar vendas online e físicas;
  • automatizar etapas da operação.

O que é preciso para começar a vender online?

A estrutura necessária varia conforme o tamanho do negócio. Uma pessoa que começa vendendo poucos itens em um marketplace precisa de bem menos organização do que uma empresa que administra milhares de produtos em vários canais ao mesmo tempo.

De forma geral, é preciso definir:

  • produto ou serviço;
  • público-alvo;
  • fornecedores, quando necessário;
  • preço e margem de lucro;
  • canal de venda;
  • forma de pagamento;
  • controle de estoque;
  • embalagem;
  • opções de entrega;
  • atendimento ao cliente;
  • estratégia de divulgação.

Além disso, existem exigências fiscais e legais que variam conforme a atividade e o enquadramento da empresa. No comércio eletrônico voltado ao consumidor, o Decreto nº 7.962/2013 determina a apresentação clara de informações sobre produto, fornecedor, preço e despesas adicionais, além de regras sobre atendimento e direito de arrependimento. Por isso, a parte burocrática não deve ficar para depois.

O que vender pela internet?

Dá para vender de produtos físicos a serviços e itens digitais. A melhor escolha depende da demanda, da margem de lucro, da concorrência e da capacidade de manter estoque e realizar entregas.

Entre as categorias mais comuns estão:

  • roupas, calçados e acessórios;
  • cosméticos e produtos de beleza;
  • alimentos e bebidas;
  • artigos para casa e decoração;
  • eletrônicos e acessórios;
  • produtos para pets;
  • itens esportivos;
  • produtos artesanais e personalizados;
  • cursos, e-books e outros produtos digitais;
  • serviços e assinaturas.

Antes de escolher o que vender, vale pesquisar o interesse pelo produto e analisar preço, fornecedores, concorrentes, custos de envio e chance de recompra. Um item muito procurado nem sempre é uma boa oportunidade se tiver margem baixa ou custos altos de estoque e logística. Por isso, o ideal é buscar produtos com demanda real que façam sentido para a estrutura do negócio, e não apenas seguir o que “mais vende” no momento.

Onde vender pela internet: loja própria, marketplace ou redes sociais?

Existem três canais principais para vender online, e cada um cumpre uma função diferente.

A loja virtual própria pertence à marca. Nela, o negócio consegue estruturar catálogo, identidade visual, preços, promoções, pagamentos e experiência de compra, além de conectar outras ferramentas à operação. A principal vantagem é ter mais controle sobre o relacionamento com o cliente.

Os marketplaces reúnem produtos de vários vendedores em um mesmo ambiente e podem facilitar o acesso a consumidores que já usam essas plataformas. Em contrapartida, cada um tem regras, tarifas e políticas próprias, o que precisa entrar na conta na hora de precificar. Em material atualizado em agosto de 2026, o Sebrae reforça que os marketplaces têm regras próprias que podem afetar a margem do vendedor.

Já as redes sociais, como Instagram e TikTok, ajudam na descoberta dos produtos, na geração de demanda e no relacionamento com o público, podendo até participar diretamente da jornada de compra dependendo das ferramentas usadas. Ainda assim, depender só de uma rede social significa construir parte importante do negócio em um ambiente cujas regras são definidas por outra empresa.

Dá para usar mais de um canal ao mesmo tempo?

Sim, e não é obrigatório escolher apenas um. Uma estratégia pode usar redes sociais para descoberta, marketplaces para ampliar a distribuição e uma loja virtual própria para centralizar a operação e fortalecer a marca.

A escolha deve levar em conta onde o público está e como cada canal se encaixa na operação. Vale lembrar que vender em vários canais exige organização: estoque desatualizado, por exemplo, pode fazer o mesmo produto ser vendido ao mesmo tempo em dois canais sem disponibilidade para atender os dois pedidos.

Por onde começar na prática?

Depois de conhecer os principais caminhos, o próximo passo é organizar a operação. O ponto de partida é escolher o que vender, analisando demanda, concorrência, margem, facilidade de reposição e custos logísticos. Produtos grandes, frágeis ou pesados, por exemplo, costumam exigir uma estrutura de entrega mais cara.

Quem pretende fabricar os próprios produtos precisa considerar matéria-prima, tempo de produção e capacidade de atendimento. Já quem vai revender deve pesquisar fornecedores antes de montar um catálogo extenso. Definir bem o público também é essencial, já que essa escolha influencia diretamente o canal de venda, a comunicação e até a forma de precificar os produtos.

Com informações de tray.com.br.

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