Encontrar clientes sem depender de um emprego fixo é o objetivo de milhões de profissionais autônomos no Brasil. Com mais de 38 milhões de trabalhadores nessa condição, o país tem se tornado um mercado relevante tanto para quem presta serviços quanto para empresas em busca de talentos específicos, segundo dados citados pela Shopify Brasil.
Plataformas voltadas a freelancers funcionam como ponte entre essas duas pontas. Elas permitem que redatores, designers, programadores e outros profissionais divulguem portfólio e tarifas, enquanto empresas publicam vagas e recebem propostas diretamente.
O que é um site de freelancer e como funciona
Um site de freelancer é um marketplace de empregos que também funciona como espaço de networking. Freelancers criam perfis com serviços, portfólio e valores iniciais, e contratantes podem analisar esse material e entrar em contato direto.

Do outro lado, empresas publicam vagas disponíveis e os freelancers interessados enviam propostas. Em algumas plataformas, a própria ferramenta faz a triagem, cruzando o perfil do profissional com o orçamento e as necessidades do projeto.
O que observar antes de escolher uma plataforma
Antes de fechar um cadastro, vale conferir alguns pontos que fazem diferença na rotina de quem usa esses sites com frequência.
- Ferramentas de comunicação: mensagens diretas e espaços de colaboração dentro da própria plataforma facilitam o contato entre cliente e freelancer.
- Taxas de uso: cobranças podem variar por publicação de vaga, por contrato fechado ou por assinatura mensal.
- Variedade de ofertas: é importante verificar se o site abrange as áreas e níveis de experiência que interessam ao profissional ou à empresa.
- Segurança dos pagamentos: plataformas que retêm valores em custódia até a conclusão do projeto costumam reduzir o risco de atraso ou calote.
- Confiabilidade: vale desconfiar de vagas com remuneração irreal, pedidos de pagamento fora do sistema oficial e descrições vagas demais.
Quais são os melhores sites para freelancers
A Shopify Brasil reuniu sete plataformas que se destacam nesse mercado: Fiverr, Workana, Upwork, 99designs, GetNinjas, 99freelas e Freelancer.com. Cada uma tem um modelo de cobrança e um público próprio.
Fiverr
A Fiverr reúne vendedores, compradores e os chamados “bicos”, que vão de tarefas pontuais a parcerias contínuas. A plataforma atende áreas amplas, de redação e design gráfico a programação e dublagem.
O cadastro é gratuito, mas quem vende paga comissão de 20% sobre cada transação, enquanto quem compra paga taxa de serviço de cerca de 5,5%. A entrada é fácil e há conteúdo educativo para freelancers, mas a alta concorrência pode dificultar a visibilidade de quem está começando.
Workana
A Workana se apresenta como a maior plataforma de trabalho freelance e remoto da América Latina desde 2012. Ela conecta desenvolvedores, designers, gerentes de projeto e especialistas em marketing a empresas de maior porte.
Consultar projetos, enviar propostas e conversar com clientes é gratuito. A comissão de 20% só é cobrada quando a relação com o cliente é firmada, o que pode pesar dependendo do valor do serviço prestado.
Como escolher entre as opções disponíveis
A escolha da plataforma ideal depende do tipo de serviço oferecido, do volume de concorrência que o profissional está disposto a enfrentar e de quanto ele pode abrir mão em comissões. Sites mais amplos, como Fiverr e Upwork, tendem a ter mais volume de vagas, mas também mais disputa por atenção dos contratantes.
Já plataformas com foco regional, como Workana, 99freelas e GetNinjas, podem facilitar conexões dentro do mercado latino-americano ou brasileiro, o que ajuda em questões de idioma, fuso horário e formas de pagamento.
Antes de aceitar qualquer proposta, o recomendado é conferir os selos de segurança do site, verificar se a comunicação e o pagamento passam pelo próprio sistema da plataforma e evitar negociações que migrem para aplicativos externos sem qualquer garantia contratual.
Com informações de shopify.com.