O Google divulgou faixas de tempo para processos essenciais de busca, como descoberta de páginas, indexação e recuperação após mudanças em um site. As informações foram apresentadas por Gary Illyes, da equipe de Search da empresa, durante o Search Central Live Deep Dive Europe, em Barcelona, no dia 2 de outubro.
Os dados não foram divulgados oficialmente em slides públicos até a publicação desta matéria. Eles chegaram ao conhecimento geral por meio de um resumo feito por John Campbell, da agência ROAST, que participou do evento como palestrante convidado da comunidade.
Por que entender a indexação no Google importa para quem tem site
Essas faixas de tempo servem como referência para quem administra sites, lojas virtuais ou blogs. Saber quanto tempo a indexação no Google costuma levar ajuda a diferenciar um processo normal de um problema técnico real.

Segundo o resumo de Campbell, Illyes destacou que as etapas são interligadas. Uma página só é indexada depois de ser rastreada, então atrasos em uma fase acabam afetando as seguintes.
Quanto tempo leva para o Google rastrear e indexar uma página?
De acordo com os números repassados por Campbell, a descoberta de uma URL nova leva cerca de 20 horas no caso típico, podendo chegar a semanas ou nunca acontecer nos casos mais lentos. Já a atualização de uma página já conhecida pelo Google leva, em média, 30 dias.
O processamento de sitemaps costuma levar cerca de 24 horas, mas pode se estender por até 14 dias ou nunca se concluir, caso haja problemas de qualidade no conteúdo. A indexação completa, do início ao fim, leva em torno de 1h30 no caso típico, podendo levar meses, ou nunca ocorrer, também por questões de qualidade.
Mudanças de canonical costumam ser processadas entre uma e três semanas, mas podem levar meses quando há sinais conflitantes. Já uma mudança de domínio (site move) leva, tipicamente, de um a três meses, podendo se estender de seis meses a mais de um ano nos casos mais demorados.
A documentação do Google sobre mudança de site menciona que a maioria das páginas de sites pequenos e médios costuma migrar em poucas semanas, enquanto sites maiores precisam de mais tempo. Já o guia de solução de problemas de canonical, atualizado pelo Google em julho, informa que páginas podem permanecer em um cluster de duplicidade por até duas semanas após correções de conteúdo.
E quando o problema é no título ou na recuperação após uma atualização?
Alterações de título e de snippet aparecem nos resultados de busca em um a dois dias no caso típico, segundo o levantamento, podendo levar várias semanas ou meses no pior cenário. Já um pedido de remoção feito pelo próprio site no Search Console costuma ser processado em cerca de duas horas, com prazo máximo de 24 horas.
A remoção após ação manual leva de uma a duas semanas normalmente, podendo chegar a quatro a seis semanas, ou bem mais em sites que ficaram inativos por muito tempo.
Já a recuperação após uma atualização do algoritmo principal (core update) é o processo mais demorado da lista: cerca de três a seis meses no caso típico, podendo se estender de seis meses a um ano, até a próxima atualização central, segundo o resumo do evento.
A própria documentação do Google sobre atualizações centrais afirma que alguns efeitos podem aparecer em poucos dias, mas confirmar uma melhora geral no site pode levar vários meses. Se nada mudar depois desse período, pode ser sinal de que o site está esperando a próxima atualização.
O que não foi revelado sobre esses números
Nem o resumo do participante nem as páginas oficiais do Google informam o tamanho da amostra, o período analisado ou a definição exata do que conta como “caso típico”. Os tempos mais rápidos de cada processo também não foram divulgados.
Chama atenção que cinco dos cenários mais lentos listados trazem a possibilidade de “nunca” acontecer. Três deles, ligados a processamento de sitemap, indexação completa e atualizações de dados estruturados, atribuem isso a problemas de qualidade do conteúdo.
Como usar essas informações na prática
Para profissionais de SEO, essas faixas funcionam como ponto de referência, não como prazo garantido. Elas ajudam a avaliar se uma mudança de domínio parada há três meses está dentro do esperado ou se já ultrapassou o limite típico, por exemplo.
O próprio Illyes reforçou que atrasos nas primeiras etapas, como o rastreamento, podem se refletir nas fases seguintes do processo. Por isso, antes de considerar que algo travou nos sistemas do Google, vale comparar o tempo decorrido com essas faixas de referência, lembrando sempre que se trata de estimativas, e não de regras fixas.
Com informações de searchenginejournal.com.