A Amazon anunciou a integração do seu catálogo de produtos ao programa de afiliados do YouTube Shopping no Brasil. A novidade vale tanto para o site quanto para o aplicativo da varejista e amplia o espaço de vídeos de criadores de conteúdo dentro do marketplace.
Na prática, quem assiste a vídeos no YouTube passa a encontrar produtos vendidos pela Amazon.com.br marcados diretamente nos conteúdos. Além disso, esses mesmos vídeos ganham mais espaço dentro da própria plataforma da Amazon, em páginas que vão além da ficha do produto.

Como funciona o YouTube Shopping com a Amazon
Canais qualificados no YouTube Shopping podem marcar produtos nacionais e internacionais disponíveis na Amazon.com.br em vídeos, Shorts e transmissões ao vivo. Quem compra a partir dessas indicações contribui para que o criador receba uma comissão pela venda gerada.
A funcionalidade reduz o caminho entre a recomendação e a página de compra. Assim, o espectador não precisa sair do contexto do vídeo para buscar o item manualmente em outro lugar.
Por que a Amazon fez essa mudança?
A decisão acompanha o crescimento do consumo de vídeos ligados a compras. Segundo dados citados pela Amazon, o YouTube reúne 130 milhões de usuários mensais no Brasil, e o consumo desse tipo de conteúdo na plataforma cresceu mais de 120% em 2026 na comparação com o ano anterior.
A companhia também aponta a influência direta dos criadores sobre as decisões de consumo. De acordo com dado apresentado pela Amazon, 81% dos consumidores já compraram algum produto recomendado por um criador de conteúdo.
“A combinação de vídeos com criadores de conteúdo tem um papel cada vez mais relevante na forma como os brasileiros descobrem, pesquisam e escolhem produtos”, afirma João Cantini, diretor de Marketing de Performance e Creators da Amazon Brasil.
O que muda na Amazon.com.br?
Até então, os chamados vídeos compráveis apareciam apenas nas páginas de detalhes dos produtos. Agora, esse conteúdo passa a circular também pela página inicial, pela tela de confirmação de compra e por uma área própria dedicada a vídeos.
A ideia é apresentar os produtos em uso, dentro de diferentes contextos, por meio de material produzido por criadores. Os vídeos aparecem em formato vertical e podem levar o usuário direto à página do item mostrado.
A exibição também leva em conta o momento da navegação. Na página inicial, os vídeos podem se relacionar às buscas feitas pelo próprio usuário. Já depois de concluir uma compra, a plataforma pode mostrar conteúdos ligados a outros produtos relacionados ao pedido.
Parceria entre Amazon e YouTube
A integração amplia as formas de monetização dos canais que participam do programa. Segundo Manuelle Pires, gerente de Parcerias do YouTube Shopping no Brasil, a parceria com a Amazon potencializa essa jornada: de um lado, o consumidor ganha acesso ao catálogo de produtos e, de outro, os criadores expandem suas oportunidades de monetização ao recomendar itens de forma direta e integrada.
A Amazon não é a única grande varejista com esse tipo de acordo. O YouTube já mantém parcerias semelhantes com Magalu, Mercado Livre e Shopee, o que reforça a tendência de aproximação entre vídeos e comércio eletrônico no país.
Para o consumidor, a mudança significa mais um canal de descoberta de produtos, ligado diretamente às recomendações de criadores que já acompanha. Para quem produz conteúdo, abre-se uma nova frente de renda vinculada ao catálogo da Amazon.
Com informações de ecommercebrasil.com.br.