As gigantes chinesas de tecnologia ByteDance, Alibaba e Tencent entraram pesado na fila por chips da Nvidia. Segundo duas fontes a par do assunto, as três empresas encomendaram juntas mais de 3 milhões das novas placas de vídeo RTX PRO 5500, da Nvidia, somando um valor de tabela que ultrapassa US$ 35 bilhões — o equivalente a R$ 173,95 bilhões.
Corrida por chips da Nvidia que driblam restrições dos EUA
O motivo por trás dessa compra em grande escala não é apenas tecnológico, mas também geopolítico. Isso porque a RTX PRO 5500 foi desenvolvida justamente para ser uma opção menos potente do que os modelos mais avançados da Nvidia, porém dentro das regras de exportação impostas pelos Estados Unidos ao comércio de tecnologia com a China.
Ou seja, trata-se de um meio-termo: as empresas chinesas não conseguem acesso livre aos chips mais robustos do mercado, mas, ainda assim, buscam garantir capacidade de processamento suficiente para seguir avançando em seus projetos de inteligência artificial. Por isso, a saída encontrada foi correr atrás desse modelo intermediário, que atende às exigências regulatórias sem deixar as companhias completamente de fora da disputa tecnológica global.
Disputa comercial entre EUA e China no centro da questão
As restrições dos EUA ao comércio de semicondutores com a China vêm sendo um ponto de tensão constante nos últimos anos, afetando diretamente empresas como a Nvidia, que precisa adaptar seus produtos para continuar vendendo no mercado chinês sem infringir as normas de exportação americanas.
Nesse cenário, a RTX PRO 5500 surge como uma espécie de solução de compromisso: permite que a Nvidia mantenha presença relevante na China, ao mesmo tempo em que respeita os limites impostos pelo governo americano. Enquanto isso, do outro lado, ByteDance, Alibaba e Tencent — três das maiores empresas de tecnologia do país — se antecipam e reforçam seus estoques, numa demonstração clara de que a demanda por poder computacional segue em alta, mesmo com as barreiras comerciais.
Em resumo, a movimentação bilionária reforça como a disputa tecnológica entre as duas potências continua moldando decisões estratégicas das big techs chinesas, que precisam equilibrar ambição tecnológica e conformidade regulatória para não ficar para trás na corrida da inteligência artificial.
Com informações de redir.folha.com.br.