Lojistas que vendem móveis pela internet enfrentam um desafio comum: garantir que peças grandes e pesadas cheguem inteiras ao cliente sem que o frete consuma toda a margem do negócio. O setor mostra fôlego para crescer, mas o transporte de móveis ainda exige planejamento cuidadoso, desde a medição do estoque até a escolha da transportadora.
No Brasil, os móveis planejados movimentaram R$ 13,8 bilhões em 2024 e empregaram 30,7 mil pessoas, de acordo com levantamento do Inteligência de Mercado (IEMI). Esse segmento avança entre 7% e 10% ao ano, segundo dados da ABIMÓVEL. Já o mercado global de móveis tem expectativa de atingir US$ 1.212,65 bilhões em 2035.
Esse crescimento, puxado também pelo mercado imobiliário, esbarra em um obstáculo recorrente: equilibrar a qualidade das entregas com os custos de logística, em um cenário que ainda sofre com instabilidades na cadeia de suprimentos.
Como planejar o envio de móveis antes da venda
Antes de anunciar qualquer peça na loja virtual, o vendedor precisa organizar três etapas: montar um plano de estoque, estimar os custos de envio de móveis e fotografar cada item com atenção aos detalhes.
Móveis ocupam muito mais espaço do que roupas, livros ou acessórios. Por isso, é preciso um ambiente amplo, limpo e com controle de temperatura e umidade para armazenar as peças até a coleta pela transportadora.
Também vale medir os pontos de acesso do local escolhido, sejam portas, corredores ou elevadores, para garantir que os móveis passem por ali, montados ou desmontados.
Quanto custa enviar móveis e como calcular o frete?
O custo de envio de móveis varia conforme o parceiro logístico escolhido. Entre as opções estão entregadores locais, serviços premium de entrega e transportadoras como Braspress e Jadlog.
Para estimar o valor com precisão, o lojista precisa medir a altura, a profundidade e a largura de cada peça, além de pesá-la. Muitas transportadoras também usam o chamado peso cubado, ou peso volumétrico, para calcular o frete.
Quem trabalha com uma transportadora local ou um parceiro especializado pode pedir um orçamento a partir dessas medidas. Também é possível simular valores diretamente nos sites das empresas, como nas ferramentas de cotação da Jadlog, da Loggi e da Braspress.
Como fotografar móveis para vender online?
Compradores esperam fotos detalhadas antes de fechar a compra, e alguns recursos, como modelos 3D em realidade aumentada, ajudam o cliente a visualizar o móvel dentro de casa.
O primeiro passo é inspecionar a peça. Em móveis usados, vintage ou antigos, vale checar pés bambos ou desnivelados, lascas, arranhões, rasgos, ferrugem, manchas e odores.
Uma boa prática é criar um padrão de classificação do estado de conservação para incluir na descrição de cada anúncio:
- Como novo: sem danos visíveis ou marcas de uso.
- Excelente: pequenas imperfeições em áreas pouco visíveis.
- Bom: manchas, lascas ou arranhões visíveis que não comprometem a integridade do item.
- Regular: cortes, rasgos ou arranhões visíveis que exigem reparo.
Depois da inspeção, é hora de fotografar em vários ângulos, com close nas imperfeições. Uma ou duas fotos de estilo de vida, com o móvel em um ambiente decorado, ajudam o comprador a imaginar a peça em sua própria casa.
Na dúvida sobre o quanto detalhar o estado do produto, o mais seguro é descrever a mais. É melhor mencionar um arranhão discreto do que receber uma reclamação depois porque a descrição não bateu com o que chegou ao cliente.
Como embalar móveis para envio com segurança?
A embalagem de móveis para envio segue algumas etapas: desmontagem, proteção de peças pequenas e frágeis, embrulho das partes maiores, escolha da caixa adequada, fechamento e identificação do pacote antes da entrega à transportadora.
Quando o próprio lojista projeta os móveis, vale priorizar peças desmontáveis, dobráveis e leves, já que isso reduz o custo do frete e facilita o manuseio. Móveis fáceis de montar também atraem clientes que preferem não contratar um profissional para isso.
Peças com pés, prateleiras ou gavetas removíveis devem ser desmontadas antes do envio. Já em itens vintage, é preciso avaliar se a desmontagem não compromete a qualidade da peça; quando não for possível separar as partes, o ideal é avisar o cliente antes da compra, já que o frete pode pesar bastante no valor final.
Parafusos e peças pequenas devem ser embalados em sacos plásticos etiquetados, presos ao móvel com fita adesiva ou guardados em uma caixa separada e identificada, para não se perderem no transporte.
Partes frágeis, como painéis de vidro ou detalhes ornamentados, precisam de manta de polietileno ou plástico bolha fixado com fita adesiva. Quinas pontiagudas, que podem furar esse material, merecem reforço com cantoneiras de papelão.
O investimento em uma embalagem adequada evita reclamações e avarias durante o transporte. Além disso, o cuidado com o pacote é percebido pelo cliente como um sinal de atenção da loja com a experiência de compra.
Com informações de shopify.com.