Quem mexe com SEO local sabe: escolher a categoria certa no Google Business Profile (GBP) pode ser a diferença entre aparecer no topo das buscas ou ficar perdido lá embaixo. Um estudo recente da Whitespark analisou nada menos que 1,8 milhão de perfis espalhados por 4.209 categorias diferentes para entender o que realmente pesa no ranqueamento local — e os resultados derrubam algumas crenças que muita gente ainda leva a sério.
A pesquisa cruzou dados sobre categorias primárias, categorias adicionais e o quanto os perfis estão completos, e o resultado é bem revelador. Vamos aos três achados mais interessantes.
Categoria genérica ou específica: qual vence?
Não é segredo que o Google tenta casar a categoria primária do GBP com o termo pesquisado pelo usuário. Numa busca por “salão de cabeleireiro”, por exemplo, o próprio nome da categoria já entrega a resposta: perfis cadastrados como “Hair salon” tiveram 11,3% de presença no top 10, muito acima de “Hairdresser” (6%), “Beauty salon” (3,2%), “Barber shop” (1,3%) e “Nail salon” (0%). O mesmo padrão se repete quando o assunto é encanador ou praticamente qualquer outro segmento analisado.
Mas o pulo do gato está em outro detalhe: a especificidade da categoria importa tanto quanto a correspondência exata com a busca. Muita gente que não manja de SEO local acaba escolhendo categorias amplas — tipo “Restaurante” ou “Escritório de Advocacia” — na esperança de captar mais buscas. Só que os dados mostram o oposto: negócios com categorias primárias específicas aparecem 36% mais no top 10 (12,5% contra 9,2% dos genéricos).
Alguns exemplos concretos ajudam a visualizar isso:
- Advogados: “Criminal justice attorney” teve posição média 44,7 e 13,4% no top 10; “Personal injury attorney” ficou com 48,4 e 12,2%; já o genérico “Attorney” ficou em 57,1 de posição média.
- Prestadores de serviço: eletricistas lideraram com posição média 48,6, seguidos por telhadistas (53,1), encanadores (53,2) e climatização (53,2) — todos superando o genérico “Contractor”, que ficou em 57,7.
- Restaurantes: a categoria “Tapas” disparou com 32,1% no top 10, seguida de perto por “Hawaiian” (27,1%) e “New American” (28,9%). Já opções populares como “Pizza” e “Chinese” praticamente sumiram do topo, com menos de 2% de presença.
A explicação é simples: categorias específicas costumam ter menos concorrência, e o Google prioriza a correspondência exata entre o que a pessoa busca e o tipo de negócio. Quem busca “encanador” quer um encanador, não uma empreiteira genérica.
Se você tenta ranquear para tudo, acaba não ranqueando para nada. Escolher uma categoria primária mais específica, com menos concorrência, é o caminho para colher esses ganhos de posicionamento.
As melhores combinações de categorias para turbinar o ranking

Depois de acertar na categoria primária, o próximo passo é caprichar nas categorias adicionais. O estudo mostrou que alinhar categorias adicionais coerentes com a principal tende a puxar o ranking para cima.
Entre as combinações campeãs identificadas na base de dados estão:
- Veterinário + “Emergency veterinarian service” (posição média 33,9)
- Eletricista + “EV charging station contractor” (38,2)
- Academia + “Athletic club” (34,7)
- Encanador + “Drainage service” (47,3)
- Telhadista + “Gutter service” (47,1)
- Advogado de danos pessoais + “Business attorney” (40,8)
- Dentista + “Cosmetic dentist” (47,6)
Negócios que escolhem bem essas categorias extras aparecem entre 6 e 17 posições melhor colocados do que os que ficam só com a categoria primária. Vale o alerta: correlação não é causa. É bem provável que donos de negócio que capricham nas categorias adicionais também sejam os mesmos que cuidam de reviews, otimizam o perfil e investem em SEO de forma geral — então parte do ganho pode vir daí. Ainda assim, o padrão é forte demais para ignorar.
Um destaque curioso: categorias genéricas demais, como “Service establishment” (algo como “estabelecimento de serviços”), parecem até prejudicar o desempenho. Faz sentido — ninguém no mundo digita “estabelecimento de serviços perto de mim” no Google.
O índice de completude do perfil
Outra pergunta central da pesquisa foi: será que perfis mais completos ranqueiam melhor? Para responder, a Whitespark criou um índice de 0 a 5, somando um ponto para cada um destes itens presentes no perfil:
- Site cadastrado
- Descrição do negócio
- Horário de funcionamento
- Fotos
- Status de perfil reivindicado (claimed)
Vale ressaltar que o estudo não coletou todos os dados possíveis do GBP (como atributos, serviços e produtos cadastrados), então esse índice reflete apenas os itens listados acima.
Um dos achados é que a completude do perfil varia bastante conforme o setor. Segmentos mais competitivos, onde o SEO local faz toda diferença, tendem a ter perfis mais caprichados: serviços residenciais lideram com média de 4,4 (em 5) e 55% dos perfis totalmente completos, seguidos por serviços profissionais (4,3 / 52%), automotivo (4,2 / 48%), beleza e cuidados pessoais (4,1 / 45%) e jurídico/financeiro (4,1 / 46%). Varejo aparece mais atrás, com média 3,9 e 40% de completude total.
No fim das contas, a mensagem é clara: quem quer se destacar no Google Maps e nas buscas locais precisa ir além de simplesmente existir no GBP. Escolher categorias específicas, combinar bem as adicionais e manter o perfil completo são passos simples, mas que fazem diferença real no ranqueamento.
Com informações de searchengineland.com.


