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SEO Técnico: Google lança série em vídeo para tirar dúvidas bizarras — confira o primeiro episódio

Por: Eduardo Carrega
14/10/2026
16:03h
SEO Técnico: Google lança série em vídeo para tirar dúvidas bizarras — confira o primeiro episódio
Google lança série em vídeo sobre SEO técnico para tirar dúvidas raras sobre emojis, URLs e palavras-chave. Entenda o que já foi revelado no primeiro episódio.
RESUMIR COM:

O Google acaba de estrear uma novidade curiosa para quem vive o dia a dia de SEO técnico: uma série no YouTube chamada “The Non-Canonical Cabinet”, disponível no canal Search Central. A ideia é simples, mas divertida: responder àquelas perguntas estranhas, quase “de bastidor”, que todo profissional de SEO já se fez pelo menos uma vez. No dia 14 de outubro, foi ao ar o primeiro episódio, que discute o que pode (ou não) entrar no nome de domínio ou no caminho de uma URL — emojis inclusive — e se usar palavras-chave em URLs realmente pesa no ranqueamento.

Quem comanda a atração são Gary Illyes e Cherry Prommawin, dupla já conhecida de quem acompanha os conteúdos oficiais do Google sobre buscas. A divulgação começou no dia 6 de outubro, com um teaser publicado pelo próprio Google, convidando o público a deixar nos comentários de cada vídeo suas próprias dúvidas de caso extremo — aquelas situações que não cabem num FAQ tradicional, mas que intrigam quem trabalha com SEO no dia a dia.

O que é essa nova série de SEO técnico

De acordo com o trailer divulgado em 6 de outubro, “The Non-Canonical Cabinet” tem formato de sitcom e nasce justamente de perguntas reais feitas por donos de sites e profissionais da indústria de SEO. A própria descrição do episódio resume bem a proposta:

“Estas são perguntas que não cabem numa página de FAQ padrão, mas que ainda são úteis para a Busca e para os recursos de IA generativa.”

Vale lembrar que Illyes já havia apresentado “How Search Works”, uma série de cinco episódios lançada em 2024 pelo Search Central, que explicava passo a passo como funcionam o rastreamento, a indexação e a exibição de resultados. A diferença é que “The Non-Canonical Cabinet” não começa pelo básico: ele parte direto das dúvidas que o público traz sobre buscas.

Domínios e caminhos de URL seguem regras diferentes

As diretrizes técnicas para nomes de domínio foram estabelecidas pela ICANN e pela Internet Engineering Task Force (IETF). As regras da IETF (RFC 1035, RFC 1123) permitem letras, números e hifens nos domínios, e Prommawin confirmou que o Google segue exatamente esse padrão.

Além disso, existe suporte a scripts de outros idiomas além do alfabeto romano, como chinês e árabe, o que permite domínios escritos em caracteres nativos. Esses chamados Internationalized Domain Names (IDNs) são convertidos para Punycode — um código que começa com “xn--“. Os navegadores, em geral, mostram o IDN no script original. Porém, Illyes apontou um detalhe curioso: alguns caracteres de scripts diferentes se parecem demais entre si, o que pode confundir tanto pessoas quanto navegadores. Um exemplo citado foi o de uma letra cirílica muito parecida com o “p” do alfabeto latino.

Segundo ele, os padrões atuais da internet simplesmente não permitem “emojis no nome de domínio”. Uma resolução do conselho da ICANN, de 2017, já deixava isso claro ao afirmar que emojis são “proibidos pelos padrões técnicos atuais para Internationalized Domain Names (IDNs)”. Ainda assim, a resolução ressalva que emojis podem ser registrados em segundo nível em determinados domínios de nível superior de código de país (ccTLDs).

Já o caminho da URL tem bem menos restrições. Illyes afirmou que o Googlebot rastreia normalmente um caminho com emoji, e que “nosso sistema vai de fato processar isso”. O que acontece é que os navegadores fazem uma codificação percentual desses caracteres — por isso, o emoji de galinha usado como exemplo no episódio vira %F0%9F%90%94 dentro do caminho da URL.

Ele também avisou que nem todo navegador ou aplicativo de rede social exibe o emoji corretamente, e que em alguns casos aparece “uma sequência de caracteres sem sentido” no lugar. A documentação do Google sobre estrutura de URL já trata desse assunto: ela recomenda codificação percentual para caracteres não-ASCII e, inclusive, usa um emoji como exemplo.

Palavras-chave na URL: vale a pena insistir?

Illyes classificou o uso de palavras-chave na URL como “um sinal incrivelmente pequeno”. Segundo ele, “isso só importa mesmo quando não temos absolutamente mais nada para analisar” — citando como exemplo um site recém-criado, sem nenhum conteúdo ainda. Assim que o Google passa a enxergar conteúdo de fato, as palavras-chave no domínio e na URL “se tornam basicamente irrelevantes”, disse.

Essa não é exatamente uma novidade: John Mueller já havia chamado as palavras-chave na URL de “um fator de ranqueamento muito pequeno” em 2016, e de um “fator muito, muito leve” em 2021 — declarações reunidas em uma análise de 2023 sobre URLs como fator de ranqueamento.

Sobre a pontuação usada para separar palavras, Illyes esclareceu que o Google trata palavras unidas por underline (_) no caminho da URL “como se fossem uma única palavra longa”. Ele reforçou que isso às vezes não é um grande problema, já que o Google ainda consegue aproveitar essas palavras de alguma forma, mas que a recomendação oficial continua sendo usar hifens como separador padrão na web. A documentação do Google segue a mesma linha, citando “razões históricas” para isso, já que o underline costuma marcar conceitos que devem permanecer juntos, como nomes de funções em programação.

Por que essa série importa para quem trabalha com SEO

O primeiro episódio de “The Non-Canonical Cabinet” traz, de forma oficial e registrada, respostas do Google para dúvidas recorrentes sobre emojis, caracteres não ingleses e palavras-chave em URLs. No caso dos caminhos de URL, a orientação basicamente reforça o que já está na documentação oficial — ou seja, sites que já seguem essas boas práticas não precisam mudar nada.

Já a resposta sobre palavras-chave serve como argumento de peso para quando algum cliente insistir em URLs recheadas de termos de busca. Illyes deixou claro que esse tipo de página só teria algum valor extra caso o Google não tivesse absolutamente nenhuma outra informação sobre ela. No fechamento do episódio, inclusive, a recomendação é direta: pare de tentar enganar os resultados de busca empilhando palavras-chave na URL.

Por fim, a seção de comentários de cada vídeo funciona como um espaço aberto para quem quiser levantar outros casos extremos que ainda não aparecem na documentação oficial.

O que vem por aí

O próximo episódio da série vai tratar do robots.txt. Até agora, nenhuma das descrições dos vídeos traz um calendário fixo de lançamentos — vale lembrar que o teaser e o primeiro episódio ficaram separados por oito dias.

Com informações de searchenginejournal.com.

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