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Google testa novo controle de canais no Performance Max e pode dar mais poder ao anunciante

Por: Eduardo Carrega
25/08/2026
16:01h
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Google testa novo controle de canais no Performance Max e pode dar mais poder ao anunciante

O Google está colocando à prova uma novidade que promete mexer com a lógica do Performance Max (PMax): um ajuste que permite ao anunciante indicar, de forma mais direta, quais canais ele considera mais valiosos. Isso é uma quebra e tanto no jeito como a ferramenta costuma funcionar, já que historicamente ela distribui verba entre os canais de forma automática, sem muita margem de intervenção humana.

A funcionalidade, ainda em fase alfa, traz controles de ajuste para seis frentes: Pesquisa, YouTube, Display, Discover, Gmail e Maps. Ou seja, dá pra mexer praticamente em todo o ecossistema de inventário do Google.

Como funciona o ajuste

A configuração experimental, batizada de “Channels”, permite fazer ajustes positivos ou negativos em cada canal dentro do Performance Max. Na prática, funciona assim:

  • Um ajuste positivo afrouxa o CPA (custo por aquisição) que o sistema aceita pagar naquele canal — um sinal claro de que o anunciante valoriza mais as conversões vindas dali.
  • Um ajuste negativo aperta o CPA, fazendo com que o PMax dê menos protagonismo àquele canal específico.

Vale um esclarecimento importante: isso não é a mesma coisa que definir um percentual fixo de orçamento para Pesquisa ou YouTube, por exemplo. O que o anunciante está fazendo, na verdade, é influenciar a “matemática” que o algoritmo usa para decidir onde vale mais a pena buscar conversões.

Por que isso é relevante

Por que isso é relevante

Até agora, quem usava o Performance Max tinha pouquíssimo controle direto sobre como o orçamento era espalhado entre os canais do Google. Era possível dar pistas ao sistema por meio de recursos criativos, sinais de audiência, temas de pesquisa e dados de valor de conversão, mas a própria documentação do Google deixa claro: não dá para controlar diretamente como o PMax reparte a verba entre canais.

Se esse teste virar recurso oficial, será uma mudança e tanto — um botão bem mais direto para influenciar essa distribuição.

Da visibilidade ao controle

Esse movimento não surge do nada. Ele vem logo depois de o Google ter liberado relatórios de desempenho por canal dentro do Performance Max, dando aos anunciantes mais clareza sobre onde as campanhas estavam rodando e gastando dinheiro.

Esse novo ajuste pode ser justamente a peça que faltava: pegar o que o anunciante aprendeu com esses relatórios e transformar isso em ação prática sobre o comportamento do algoritmo.

O problema da atribuição

O problema da atribuição

Nem tudo são flores, porém. Desempenho por canal não é sinônimo de valor real daquele canal. Um usuário pode ter o primeiro contato com a marca através de um anúncio no YouTube e só converter depois, via Pesquisa. Se o anunciante olhar apenas para quem “levou o crédito” pela conversão, corre o risco de achar que o YouTube vale menos do que realmente contribuiu na jornada do cliente.

Apertar demais um canal só porque o CPA atribuído diretamente a ele parece ruim pode, na verdade, prejudicar a demanda ou as conversões em outras partes da campanha.

O que isso muda na prática

Há anos os anunciantes pedem mais controle sobre o Performance Max, e esse teste pode ser um dos ajustes mais importantes que o Google já trouxe para a ferramenta. Ele pode ajudar a corrigir alocações de canal indesejadas sem que o profissional precise abandonar o PMax de vez.

Por outro lado, isso também cria mais uma camada de decisão. Antes de sair mexendo nos ajustes, o profissional de marketing vai precisar entender qual o papel real de cada canal na jornada do cliente — e não apenas olhar para o desempenho de última conversão.

Resumindo

Resumindo

Tudo indica que o Google está testando uma virada significativa no Performance Max: dar ao anunciante uma alavanca direta para dizer ao algoritmo quais canais devem ganhar prioridade. Depois de abrir a caixa-preta com relatórios mais detalhados, o próximo passo parece ser dar às pessoas mais controle sobre o que fazer com essa informação.

A novidade foi flagrada pela consultora de marketing de busca Heidi Sturrock, que compartilhou a descoberta no LinkedIn.

Com informações de searchengineland.com.

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