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Mercado de moda: números e desafios — entenda o cenário

Por: Luan dos Santos
18/08/2026
11:13h
Mercado de moda: números e desafios — entenda o cenário
Mercado de moda no Brasil movimenta bilhões, gera empregos e avança no e-commerce; veja números, comportamento do consumidor e desafios do setor.
RESUMIR COM:

O mercado de moda no Brasil movimenta uma cadeia que começa na produção de fibras e tecidos e termina em lojas físicas, marketplaces, redes sociais e sites de e-commerce. Vestuário, calçados e acessórios têm peso relevante na indústria e no varejo, enquanto a digitalização muda a forma como as marcas vendem e se relacionam com o público.

Mercado de moda reúne milhões de empregos

Mercado de moda reúne milhões de empregos

Dados do CREA-RJ referentes a 2023 apontam 21,6 mil empresas dedicadas à confecção de artigos do vestuário e acessórios. Juntas, elas eram responsáveis por aproximadamente 525 mil postos de trabalho, o equivalente a 6,8% do pessoal ocupado na indústria brasileira.

Na cadeia têxtil e de confecção, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) registrou faturamento de R$ 221 bilhões em 2024. O setor reunia cerca de 25,7 mil unidades produtivas formais e aproximadamente 1,34 milhão de empregos diretos.

Além disso, uma análise do Banco do Nordeste publicada no fim de 2025 estimou crescimento de 1,5% no volume produzido pela indústria brasileira do vestuário naquele ano, alcançando aproximadamente 5,4 bilhões de peças. Para 2026, a projeção da Abit considerada pelo estudo era de crescimento de 1,1% das indústrias têxtil e de vestuário.

Por que o mercado de moda tem tanto peso?

Por que o mercado de moda tem tanto peso?

A importância do mercado de moda está na variedade de etapas envolvidas. Antes de uma peça chegar ao consumidor, podem participar empresas de fibras, fiação, tecelagem, malharia, beneficiamento, confecção, acabamento, distribuição e varejo.

Esse ecossistema inclui grandes indústrias, pequenas confecções, marcas independentes, lojas de bairro, redes varejistas, vendedores de marketplaces e negócios digitais. Dessa forma, uma empresa pode fabricar suas coleções, terceirizar a produção, trabalhar com revenda ou combinar esses modelos.

Também há diferentes caminhos de venda: diretamente ao consumidor, no atacado para lojistas ou em uma operação que reúna loja física e e-commerce. Entre os segmentos estão moda feminina, masculina, infantil, fitness, praia, íntima, plus size, streetwear, roupas profissionais, moda sustentável, calçados, bolsas e acessórios.

Consumidor está cada vez mais multicanal

Consumidor está cada vez mais multicanal

O comportamento do público ajuda a explicar as mudanças no mercado de moda. Uma pessoa pode descobrir uma peça no TikTok ou Instagram, consultar avaliações e preços em marketplaces e concluir a compra no site da marca ou em uma loja física.

A pesquisa Consumo Multicanal 2025, da CNDL e do SPC Brasil em parceria com a Offerwise, aponta que 71% dos consumidores compram pela internet pelo menos uma vez por mês. Outros 15% afirmam comprar semanalmente. Na mesma pesquisa, roupas, calçados e acessórios foram a categoria mais citada entre as compras pela internet, mencionada por 46% dos entrevistados.

As redes sociais também têm papel importante: 99% dos consumidores pesquisados utilizam essas plataformas para buscar informações sobre produtos antes da compra. Por isso, fotos, tamanhos, preços, disponibilidade e condições comerciais precisam ser coerentes em todos os canais.

E-commerce e marketplaces ampliam a concorrência

E-commerce e marketplaces ampliam a concorrência

O e-commerce de moda ampliou o alcance das marcas, mas trouxe desafios próprios. No segundo trimestre de 2024, o segmento movimentou R$7,1 bilhões no comércio eletrônico brasileiro, segundo dados da Confi.Neotrust apresentados no Fórum E-commerce Brasil. A categoria ficou na segunda posição em faturamento, atrás apenas de eletrodomésticos.

No primeiro semestre de 2026, todo o e-commerce nacional movimentou R$208,4 bilhões, alta de 16,9% sobre o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Confi em parceria com o E-commerce Brasil. Foram 756,7 milhões de pedidos.

Para reduzir dúvidas antes da compra, uma operação de mercado de moda precisa apresentar fotografias fiéis, informações sobre modelagem e composição, tabela de medidas, controle das variações de tamanho e cor e uma política clara de trocas.

Os marketplaces, por sua vez, facilitaram o acesso a grandes audiências e a comparação entre produtos. Na pesquisa Consumo Multicanal 2025, 73% dos consumidores utilizavam a Shopee, 63% o Mercado Livre, 39% a Amazon e 37% a Shein. Vestuário, calçados e acessórios estavam entre as categorias de destaque nessas plataformas.

Com informações de tray.com.br.

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