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Tablets Amazon: a gigante aposta em Android e Alexa+ para brigar com Apple e Samsung

Por: Eduardo Carrega
08/10/2026
16:56h
Tablets Amazon: a gigante aposta em Android e Alexa+ para brigar com Apple e Samsung
Amazon lança nova linha de tablets Amazon com Android e Alexa+ para disputar espaço com Apple e Samsung no segmento premium. Veja preços e detalhes.
RESUMIR COM:

A Amazon acaba de mudar de postura no mercado de tablets e resolveu brigar de igual para igual com os pesos-pesados do setor. Nesta quinta-feira, a empresa apresentou uma nova linha de tablets premium que, pela primeira vez, roda com o sistema operacional Android, do Google, e vem equipada com a assistente de voz Alexa+. Ou seja: depois de anos mirando o público que busca preço baixo, a companhia decidiu testar se o consumidor topa pagar mais por um dispositivo mais robusto.

A Amazon acaba de mudar de postura no mercado de tablets e…

A novidade é um giro e tanto na estratégia da marca. Afinal, até então os tablets Amazon eram sinônimo de custo-benefício agressivo, quase vendidos a preço de custo. Agora, com essa linha de tablets Amazon mais sofisticada, a ideia é atrair quem está disposto a investir mais em troca de melhor acabamento e integração de inteligência artificial.

Tablets Amazon ganham visual novo e preços mais salgados

Batizados de Alexa Tablets, os aparelhos eram conhecidos internamente pelo codinome Kittyhawk — informação que a Reuters havia revelado com exclusividade ainda no ano passado. A sede da empresa, em Seattle, vinha trabalhando havia tempos para abandonar o Fire OS, sistema mais limitado e alvo frequente de reclamações de usuários e desenvolvedores. Vale lembrar que o Fire OS nada mais é do que uma versão “derivada” do Android, adaptada para funcionar de forma isolada.

A linha chega com diferentes versões e preços iniciais entre US$230 e US$500. Todos os modelos agora vêm com carcaça de alumínio, deixando para trás o plástico que marcava os antigos tablets Fire. No topo de linha, o modelo mais parrudo, com 128 gigabytes de memória, custa US$550 — valor que encosta direto no iPad da Apple, vendido por US$450, e no Galaxy Tab da Samsung, que sai por US$550.

A linha chega com diferentes versões e preços iniciais entre US$230 e…

Para efeito de comparação, o Fire HD 10, modelo mais recente e mais caro da geração anterior da Amazon, custava pouco mais de US$180 — mesmo que a empresa costumasse oferecer descontos com frequência. Com isso, fica claro que o salto de preço é expressivo.

Para efeito de comparação, o Fire HD 10, modelo mais recente e…

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Por que a Amazon decidiu investir em dispositivos mais caros

Essa reformulação tem nome e sobrenome: Panos Panay, chefe de dispositivos da empresa, está por trás da mudança de rota. O objetivo é posicionar a marca em um patamar mais sofisticado, deixando de lado aquela imagem de aparelho baratinho que servia basicamente como porta de entrada para o ecossistema Prime Video, Kindle, serviços de música e a própria loja virtual. O problema é que essa estratégia de acessibilidade sempre veio acompanhada de concessões, como tela de qualidade inferior e bateria mais fraca na comparação com Apple, Samsung e outras concorrentes.

Agora, a Alexa+ — versão turbinada da assistente de voz com inteligência artificial — ganha papel central nos novos aparelhos, ajudando a executar tarefas e responder perguntas por meio de IA generativa. No entanto, usar a Alexa+ nos tablets não é de graça: é preciso ter assinatura Prime ou assinatura própria do serviço Alexa+.

A aposta em produtos mais caros acontece justamente num momento de retração do mercado. Segundo dados da IDC, as vendas mundiais de tablets caíram 12% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, somando 33,6 milhões de unidades. Nos Estados Unidos, o tombo foi ainda maior: queda de 32% nas vendas no segundo trimestre, puxada principalmente pela escassez de chips de memória, de acordo com a própria IDC.

E a fatia da Amazon nesse bolo também encolheu bastante. A empresa detinha apenas 1,9% do mercado global de tablets no segundo trimestre deste ano — um recuo e tanto frente aos 8% que tinha um ano antes, ainda segundo a IDC. Enquanto isso, a Apple segue na liderança disparada, com 34% de participação, seguida pela Samsung, com 17,5%.

Anúncios e fim do Fire OS: o que muda para quem já tem tablet Amazon

Um detalhe que pode pesar no bolso: os preços anunciados não incluem a taxa cobrada para quem quer desativar os anúncios exibidos na tela de bloqueio — exceção feita ao modelo mais caro da linha, que já vem sem essa publicidade. Para remover os anúncios nos demais aparelhos, será preciso pagar uma taxa única de US$20, valor superior aos US$15 cobrados nos tablets com Fire OS. Segundo um porta-voz da empresa, esses anúncios ajudam os usuários a “descobrir novos conteúdos relevantes aos seus interesses”, e a receita gerada contribui para bancar outras inovações.

Com a chegada do Android, os donos dos novos aparelhos deixam de ficar presos à loja de aplicativos do Fire OS, historicamente mal vista pelos desenvolvedores, que precisavam criar uma terceira versão dos apps além das já existentes para Google Play e Apple. Isso, somado à Alexa+ integrada, é justamente o que a Amazon aposta para diferenciar sua linha das concorrentes.

Nos bastidores, a empresa já investiu bilhões para reformular a Alexa com inteligência artificial generativa, tornando-a mais útil para controlar casas conectadas, fazer compras e acessar serviços de terceiros, como Uber e Grubhub. Apesar do investimento pesado, o serviço — gratuito para assinantes Prime — ainda não dá lucro.

E quem já tem um tablet com Fire OS não precisa se desesperar: os aparelhos antigos continuarão funcionando normalmente, segundo a porta-voz da empresa. Ainda assim, ela não confirmou se a Amazon vai manter o suporte ao sistema operacional antigo ou à sua loja de aplicativos por tempo indeterminado. Vale lembrar que, no início deste ano, a empresa encerrou o suporte para modelos mais antigos do Kindle, alegando os custos de manutenção de software como justificativa.

Com informações de infomoney.com.br.

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