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UTM no Gemini: Google passa a rastrear cliques enviados para sites — entenda a mudança

Por: Eduardo Carrega
01/10/2026
16:04h
UTM no Gemini: Google passa a rastrear cliques enviados para sites — entenda a mudança
Google passou a usar UTM no Gemini para rastrear cliques enviados a sites. Entenda o que muda para quem acompanha tráfego e SEO.
RESUMIR COM:

O Google começou a adicionar parâmetros UTM aos links que o Gemini envia para outros sites. A mudança, identificada por usuários e confirmada por um funcionário da empresa, permite que donos de sites e profissionais de SEO consigam medir com mais precisão quanto tráfego a ferramenta de inteligência artificial realmente está enviando para suas páginas.

A alteração chega em um momento de reclamações crescentes contra o Google por conta da redução no volume de visitas vindas da busca tradicional, efeito atribuído à expansão da IA generativa dentro do próprio buscador e do Gemini.

Por que o UTM no Gemini importa para quem tem site?

Até agora, grande parte do tráfego gerado por chatbots como o Gemini aparecia nas ferramentas de análise, como o GA4, classificado como “direto”. Essa categoria é usada quando não há dados de referência (referrer) ou UTM que liguem a visita a uma origem específica.

Na prática, isso significava que muitos acessos vindos do Gemini ficavam escondidos dentro de números genéricos, sem que o site soubesse de fato que aquele visitante chegou ali por causa de uma resposta da IA do Google.

Como a descoberta foi confirmada?

A novidade veio à tona em uma discussão no Reddit. Um usuário relatou a mudança afirmando que o Gemini havia começado a usar UTM nos resultados, comparando o comportamento ao que o ChatGPT já faz.

“Gemini começou a usar UTM! Finalmente, é bem recente, umas 24 horas ou pouco mais. Igual ao ChatGPT.”

John Mueller, da equipe do Google, reagiu ao tópico e questionou se o Gemini não teria também um referrer próprio, que já permitiria algum tipo de rastreamento.

“Legal. Eu também estou vendo isso. O Gemini não tem um referrer também? Eu pensei que já fosse possível rastrear essas visitas.”

Um usuário identificado como CrawlWarden respondeu detalhando as limitações do referrer atual. Segundo ele, esse dado sobrevive principalmente em acessos feitos pela web no desktop.

“Existe um referrer, mas ele praticamente só sobrevive na web desktop. O repasse relatado pelo aplicativo móvel do Gemini fica em torno de 9%, e as invocações pelo assistente do Android removem essa informação por completo. Por isso, boa parte desse tráfego acaba caindo como ‘direto’ em vez de aparecer como mídia de assistente de IA no GA4. Um UTM sobrevive dentro do webview do aplicativo e também aparece nos logs brutos do servidor, o que faz essa mudança importar mais do que parece, mesmo que o referrer tecnicamente já existisse.”

Mueller respondeu se mostrando aberto a levar o problema adiante dentro do Google.

“Se alguém tiver mais informações sobre o que acontece com o referrer, idealmente algo que eu consiga reproduzir, terei prazer em passar isso para a equipe. Seria ótimo manter esses dados, além da marcação por UTM.”

Quais são os benefícios para o SEO?

Com o UTM presente nos links de saída do Gemini, profissionais de SEO e donos de sites ganham uma forma mais confiável de medir quanto tráfego a plataforma realmente gera, sem precisar recorrer a estimativas.

Esse tipo de atribuição também facilita a comparação entre diferentes fontes de tráfego de IA e a busca tradicional. Com números mais concretos, fica mais simples justificar investimentos e esforços voltados a canais de IA dentro da estratégia de marketing digital.

Ainda existem dúvidas sobre o funcionamento

O ChatGPT já adota uma lógica parecida, mas aplica UTM apenas em links de respostas baseadas em fontes da web, e não quando a informação vem do conhecimento interno do próprio modelo.

No caso do Gemini, o Google ainda não documentou oficialmente como e quando os parâmetros UTM são aplicados. Não está claro, por exemplo, se a marcação ocorre apenas quando a ferramenta cita diretamente um site como fonte da resposta.

Até que a empresa publique detalhes sobre essa mudança, a recomendação para quem acompanha métricas de tráfego é observar os relatórios de analytics e logs de servidor nas próximas semanas, para confirmar se os novos parâmetros estão de fato sendo registrados de forma consistente.

Com informações de searchenginejournal.com.

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