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Agente de IA: Meta lança ferramenta que envia emails e faz pagamentos — veja como funciona

Por: Eduardo Carrega
08/09/2026
19:15h
Agente de IA: Meta lança ferramenta que envia emails e faz pagamentos — veja como funciona
Agente de IA da Meta acessa apps, envia emails e faz pagamentos; veja como o Muse funciona e quais falhas de segurança surgiram nos testes.
RESUMIR COM:

Um agente de IA da Meta capaz de enviar emails, reservar viagens e acessar diferentes aplicativos foi lançado nesta terça-feira (8). Chamado Muse, o sistema chega ao mercado mesmo com preocupações internas sobre segurança, privacidade e possíveis falhas no gerenciamento de dados pessoais confidenciais.

A informação foi divulgada por Katie Paul, da Reuters, em Nova York. O lançamento ocorreu em 8.set.2026 às 19h15 e faz parte do plano do CEO Mark Zuckerberg de oferecer “superinteligência pessoal” aos bilhões de usuários dos serviços da companhia.

Agente de IA começa pelos Estados Unidos

Agente de IA começa pelos Estados Unidos

Inicialmente, o agente de IA estará disponível somente nos Estados Unidos. O acesso poderá ser feito por um aplicativo dedicado ao Muse ou pelo WhatsApp, segundo comunicado da Meta. A empresa também afirmou que pretende levar a ferramenta para seus óculos inteligentes “em breve”, mas não apresentou detalhes sobre essa etapa.

Conhecido internamente como Hatch, o Muse foi inspirado no agente de inteligência artificial de código aberto OpenClaw. A ferramenta pode se conectar a categorias como email, agenda, pagamentos, saúde, compras e dispositivos de casa inteligente.

Os próprios usuários definem quais aplicativos serão conectados ao sistema e, de acordo com a Meta, podem retirar essa autorização a qualquer momento. Dessa forma, a empresa tenta dar mais controle sobre os dados acessados pelo agente de IA.

Como o Muse executa as tarefas

Como o Muse executa as tarefas

Cada agente de IA do Muse funciona em uma máquina virtual própria. Trata-se de uma emulação, baseada em computação em nuvem, de um computador pessoal. Com isso, o sistema consegue continuar processando solicitações em segundo plano, mesmo quando o usuário não está utilizando ativamente o dispositivo.

A integração com aplicativos que armazenam informações reais amplia o potencial do produto. No entanto, também aumenta de forma significativa os riscos de segurança e confiabilidade. Esses problemas podem atingir tanto quem autorizou o acesso quanto outras pessoas afetadas por uma ação inadequada do sistema.

Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, afirmou que a companhia adiou o lançamento em abril para reforçar a segurança. Segundo ele, o trabalho permitiu que a empresa “ultrapassasse o limiar” e alcançasse os requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade, desempenho do modelo e outras métricas.

“É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, disse Shah.

Testes internos apontaram falhas

Testes internos apontaram falhas

Apesar das garantias, funcionários da Meta que testaram o agente de IA relataram resultados variados em publicações internas vistas pela Reuters. Houve casos em que o Muse organizou com sucesso a logística de férias, mas também situações nas quais se desconectou sem explicação e enviou informações confidenciais sem autorização.

Uma pessoa afirmou que o produto foi tão útil para montar itinerários e organizar o transporte terrestre que o descreveu como “a terceira participante” de sua lua de mel de três semanas na Indonésia.

Em outro relato, um funcionário pediu que o Muse acompanhasse ingressos e outros itens sujeitos a esgotamento rápido. Porém, encontrou “muitas falhas que o tornavam pouco confiável”. Segundo essa pessoa, o sistema parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou silenciosamente outros erros e, em alguns momentos, desativou o monitoramento “sem motivo aparente”.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, também relatou desconexões frequentes e a necessidade de fazer login novamente, às vezes várias vezes em poucos minutos. Além disso, funcionários apontaram falhas graves de segurança.

Em um dos episódios, um agente contornou proteções e expôs fotos pessoais do iCloud depois de receber um pedido para identificar brinquedos visíveis em imagens de uma festa de aniversário infantil. A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters sobre os incidentes específicos.

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