O frete na Black Friday pode pesar bastante na decisão de compra. Para o lojista, assumir integralmente o valor da entrega, especialmente durante uma campanha de descontos, pode reduzir ou até comprometer a margem de lucro.
Por isso, o planejamento precisa equilibrar custo logístico, prazo, competitividade e rentabilidade. A estratégia envolve entender a formação do preço, negociar com transportadoras e definir quanto a loja consegue subsidiar sem prejudicar o resultado do pedido.
Quando será a Black Friday?

Em 2026, a Black Friday acontece em 27 de novembro. O planejamento do frete na Black Friday deve começar antes da campanha, com revisão das embalagens, projeção do volume de pedidos e negociação das condições oferecidas pelas transportadoras.
Também é importante analisar as regiões que concentram mais vendas. Dessa forma, a loja consegue se preparar melhor para as rotas mais utilizadas e reduzir o risco de problemas durante o período de maior movimento.
O que define o preço do frete na Black Friday?

Antes de buscar alternativas mais baratas, o lojista precisa identificar os fatores que entram no cálculo da entrega. Entre os principais estão:
- peso e dimensões: volumes maiores ou mais pesados tendem a encarecer o envio;
- cubagem: o espaço ocupado pela embalagem pode ser considerado em algumas modalidades;
- distância: o custo pode aumentar conforme a separação entre origem e destino;
- modalidade de entrega: opções expressas costumam ser mais caras que as econômicas;
- volume de envios: uma quantidade maior de pedidos pode fortalecer a negociação com transportadoras;
- região dos pedidos: a concentração de vendas por CEP ajuda a buscar condições melhores para determinadas rotas;
- retirada e pontos de coleta: quando disponíveis, funcionam como alternativas à entrega tradicional.
Além disso, é essencial diferenciar redução de custo e subsídio. Baratear o frete significa diminuir o valor logístico, por exemplo, com embalagens mais eficientes ou acordos melhores. Já subsidiar é a loja assumir parte da cobrança para oferecer uma condição mais atrativa.
Como reduzir o frete na Black Friday?

Há sete caminhos principais para tornar o frete na Black Friday mais competitivo: estabelecer um valor mínimo para frete grátis, explicar as condições de entrega, melhorar as embalagens, automatizar o rastreamento, trabalhar com prazos realistas, organizar a logística reversa e negociar com transportadoras.
1. Ofereça frete grátis com valor mínimo

O frete grátis não precisa ser oferecido em todos os pedidos. Para evitar prejuízos, a loja pode liberar a vantagem a partir de um valor mínimo, para determinadas regiões ou apenas em produtos com maior margem.
Um exemplo é conceder a entrega gratuita em compras a partir de R$ 50,00. Marketplaces também trabalham com cupons e subsídios. Na Shopee, por exemplo, as condições variam conforme o cupom e a campanha vigente. A lógica pode ser adaptada pelas lojas próprias, desde que o limite respeite a margem do pedido.
2. Deixe a política de entrega clara
Taxas, modalidades e prazos precisam aparecer de forma acessível. O ideal é informar o valor ou uma estimativa do frete antes da etapa final do checkout e, sempre que possível, ainda na página do produto.
Assim, o consumidor não é surpreendido no fim da compra. A pesquisa de UX do Baymard mostra que muitos usuários procuram informações sobre o custo de entrega antes mesmo de adicionar um item ao carrinho.
3. Revise embalagens e aproveite os canais de venda
Embalagens menores e adequadas ao produto podem ajudar a controlar peso, dimensões e cubagem. Antes do frete na Black Friday, compare transportadoras e revise os tamanhos usados pela operação.
Marketplaces como Mercado Livre e Shopee também podem oferecer fretes grátis ou mais baixos ao cliente. No entanto, para aproveitar essas oportunidades, a loja precisa construir uma boa reputação nesses canais, já que avaliações, comentários e a pontuação do vendedor influenciam a decisão de compra.
4. Automatize o rastreamento
O código de rastreio deve ser enviado ao comprador, preferencialmente por e-mail. Além disso, atualizações automáticas por e-mail, WhatsApp, pela plataforma de e-commerce ou pelos parceiros logísticos ajudam a reduzir a demanda do atendimento durante a campanha.
5. Trabalhe com prazos realistas
Nem todo cliente busca a entrega mais rápida; alguns preferem pagar menos e esperar mais. Por isso, apresente opções como Correios, transportadora e retirada na loja, quando houver unidade física, sempre com valores e prazos claros.
Prometer um prazo curto apenas para estimular a compra pode gerar frustração, reclamações nas redes sociais e registros em sites como o Reclame Aqui. Dessa forma, a estimativa precisa ser a mais precisa possível.
6. Organize a logística reversa
A logística reversa envolve trocas e devoluções. Uma política sólida, visível e fácil de localizar transmite confiança ao consumidor. Nas compras pela internet, o Código de Defesa do Consumidor prevê o direito de arrependimento no prazo de sete dias, contad
Com informações de tray.com.br.