E-commerce é o comércio realizado pela internet, envolvendo a compra e a venda de produtos, mercadorias e serviços. O modelo ganhou força ao eliminar barreiras geográficas e hoje reúne lojas virtuais, marketplaces, redes sociais, meios de pagamento e operações de entrega.
O setor também mantém uma trajetória de crescimento expressivo. As vendas mundiais de e-commerce devem chegar a US$ 6,8 trilhões (cerca de R$ 35 trilhões) até o final de 2028. No Brasil, a expectativa é que o faturamento ultrapasse R$ 259 bilhões até o final de 2026.
E-commerce: o que é e como surgiu

A primeira venda online registrada ocorreu em 11 de agosto de 1994, quando o disco compacto “Ten Summoner’s Tales”, do cantor Sting, foi transacionado de forma totalmente segura. O episódio é considerado um marco na transformação dos hábitos de consumo e dos negócios globais.
Embora existam iniciativas semelhantes desde a década de 1970, a primeira venda legal feita inteiramente pela internet aconteceu em 1994 nos Estados Unidos. Na ocasião, uma pessoa vendeu um CD para um amigo que vivia a cerca de 500 quilômetros de distância.
No Brasil, empresas como a Booknet — que mais tarde se tornaria o Submarino — e a Americanas.com começaram a aparecer em meados da década de 90. Naquele período, livros, CDs e eletrônicos estavam entre os itens mais vendidos, principalmente por serem fáceis de armazenar e distribuir.
Em 1995, Amazon e eBay foram lançados, enquanto o PayPal chegou ao mercado em 1998. Desde então, plataformas de e-commerce, comércio social, carteiras móveis e inteligência artificial ampliaram as possibilidades para empresas de diferentes tamanhos.
Como funciona o e-commerce

Mais do que o clique no botão de compra, o e-commerce envolve toda a jornada digital do consumidor. Isso inclui a divulgação das ofertas, o processamento seguro do pagamento, o controle de estoque, a logística e a transferência criptografada de dados entre clientes, empresas e instituições financeiras.
- Plataformas de e-commerce: apresentam produtos em sites, marketplaces ou vitrines de redes sociais, permitindo a navegação e o envio de pedidos.
- Processadores de pagamento: viabilizam pagamentos por cartão de crédito e carteiras digitais, com proteção oferecida por gateways online.
- Fulfillment e entrega: cuidam do envio, da retirada na loja ou da entrega local de produtos físicos. Itens digitais, como PDFs, cursos virtuais e consultas online, podem ser disponibilizados pela internet.
- Serviços de suporte: incluem plataformas de anúncios, como Google Ads, empresas de logística terceirizadas e aplicativos voltados às lojas virtuais.
Assim, vender online depende da integração entre tecnologia, atendimento, marketing digital e processos operacionais. O objetivo é ampliar o alcance da marca e aumentar o volume de vendas sem ficar limitado à localização de uma loja física.
Principais canais de venda online
O e-commerce pode acontecer em diferentes ambientes, e cada canal apresenta vantagens e desafios próprios. As opções mais comuns são:
- Sites de e-commerce;
- Marketplaces online;
- Canais de venda social;
- Comércio conversacional.
Em uma loja virtual própria, o vendedor controla o design, a experiência do cliente e os dados do site. Dessa forma, torna-se mais fácil construir uma marca e adaptar a jornada de compra ao público-alvo. No entanto, esse formato não oferece automaticamente uma base de consumidores: é necessário atrair tráfego com SEO, redes sociais e outras ações de marketing.
Já os marketplaces funcionam como grandes shoppings virtuais, reunindo catálogos de vários lojistas e uma audiência consolidada. Amazon, Mercado Livre, Shopee e Magalu são exemplos de plataformas que também atuam como mecanismos de busca para quem procura produtos. Em troca do acesso a esse fluxo de consumidores, os vendedores geralmente pagam uma taxa.
O cenário brasileiro e as oportunidades
Segundo a ABComm, o e-commerce brasileiro deve movimentar mais de R$ 259 bilhões em 2026. A projeção inclui ticket médio de R$ 564,96 e a entrada de aproximadamente dois milhões de novos compradores, reforçando a posição do país entre os principais mercados digitais da América Latina.
Além disso, a popularização do Pix, a força dos marketplaces e o aumento das compras feitas pelo celular — o chamado m-commerce — ampliam as oportunidades para os negócios. Por isso, muitas empresas adotam estratégias omnichannel, integrando diferentes canais para oferecer uma experiência mais uniforme ao consumidor.
Com informações de shopify.com.