A agência Webgate testou uma nova forma de integrar inteligência artificial ao WordPress usando o Elementor MCP em seu próprio site de produção. A ferramenta permite que assistentes de IA, como Codex e Claude Code, criem e editem estruturas reais do Elementor diretamente, sem a necessidade de gerar código separado e depois recriá-lo manualmente dentro do site.
O experimento foi conduzido por Tomáš Jendek, cofundador da Webgate, e teve como cenário o site institucional da própria agência, um ambiente com anos de páginas, componentes e estilos globais já construídos na versão 3 do Elementor. A pergunta central do teste era simples: seria possível adotar um fluxo de desenvolvimento apoiado em IA sem reconstruir o site do zero ou comprometer a estrutura já existente?
O que é o Elementor MCP
MCP é a sigla para Model Context Protocol. Segundo a Webgate, o mais relevante não é o nome técnico, mas o que ele possibilita: ferramentas de IA como Codex, Claude Code e Cursor passam a interagir diretamente com o Elementor, em vez de apenas fornecer instruções ou trechos de código para serem copiados manualmente.

O recurso expõe funcionalidades do Elementor por meio do sistema de habilidades de IA do WordPress. Com a conexão ativa, um agente de IA consegue criar páginas e layouts, editar estruturas existentes, aplicar classes e variáveis, ajustar configurações responsivas, trabalhar com componentes, conectar dados dinâmicos, gerenciar modelos do Theme Builder e criar pop-ups.
O resultado gerado continua sendo uma estrutura nativa do Elementor. Isso significa que a página criada pela IA pode ser aberta e ajustada normalmente no editor visual, como qualquer outro projeto. Além disso, o Elementor salva o conteúdo produzido pelo MCP como rascunho, e não o publica automaticamente, o que preserva uma etapa de revisão humana antes da publicação.
Como funcionou o teste na prática
A Webgate optou por não reconstruir seu site em Elementor V4. Em vez disso, a agência decidiu introduzir gradualmente os chamados Atomic Elements, da nova versão, junto ao fluxo baseado em MCP, mantendo intactas as páginas já existentes na versão 3.

O fluxo de trabalho seguiu, de forma geral, esta sequência: briefing, análise do contexto do site existente, uso de capturas de tela e referências do Figma, elaboração de comandos (prompts), geração via Elementor MCP, verificação visual e ajustes finais.
Parte das seções da nova página aproveitou estruturas antigas da versão 3, enquanto outras foram criadas do zero como estruturas Atomic da versão 4, geradas pelo MCP. As duas abordagens passaram a coexistir no mesmo site em produção, algo que a agência via como um dos pontos mais importantes a validar.
V3 e V4 podem funcionar juntas?
Uma das principais dúvidas da equipe antes do teste era se a adoção dos Atomic Elements exigiria uma migração completa e imediata do site. Segundo o relato da Webgate, isso não se mostrou necessário: estruturas antigas da versão 3 continuaram funcionando normalmente ao lado das novas seções criadas na versão 4.

Essa possibilidade é relevante para agências que administram sites complexos, muitas vezes com centenas de páginas construídas ao longo de vários anos. Reconstruir tudo apenas para adotar um novo fluxo de trabalho dificilmente compensaria do ponto de vista comercial.
A Webgate descreve um caminho de migração mais viável: manter estruturas estáveis da versão 3 que não precisam de alterações, construir novas páginas e seções já em Atomic Elements, substituir aos poucos estruturas antigas quando precisarem de redesign e, com o tempo, ampliar a proporção do site rodando sob o novo sistema. Foi exatamente essa abordagem adotada no próprio site da agência.
De acordo com a publicação, o Elementor atualmente trata a versão 4 como um “editor atômico”, mantendo em paralelo toda a funcionalidade da versão 3. A atualização 4.3 do Elementor amplia o suporte ao MCP e os recursos Atomic, sem exigir migração imediata das páginas já existentes.

Configuração e primeiros usos
A ativação do recurso ocorre no próprio painel do Elementor, na seção dedicada ao MCP, onde é possível escolher qual ferramenta de IA será conectada. A plataforma oferece fluxos de configuração para Claude Code, Claude Desktop, Codex, Cursor e outros clientes compatíveis com o protocolo.
Ao selecionar a ferramenta, o Elementor gera um comando de configuração com as informações necessárias para a conexão, que utiliza uma senha de aplicativo do WordPress, criada automaticamente durante o processo.
Segundo a Webgate, a real utilidade do recurso não está em pedir para a IA “construir um site inteiro” de forma autônoma, mas em atribuir tarefas de desenvolvimento precisas a um agente. Essa diferença, afirma a agência, reduz de forma significativa o trabalho mecânico de transformar decisões de design em estruturas funcionais do Elementor, sem eliminar a etapa de revisão humana.

Com informações de elementor.com.