O debate presidencial da Band reservou um encontro inédito neste domingo (18): Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apareceram frente a frente pela primeira vez, a uma semana do segundo turno. A conversa começou em tom mais institucional, passando por segurança pública e economia, mas não demorou para esquentar — e foi aí que o debate presidencial ganhou os nomes que acabaram dominando a noite: Daniel Vorcaro e Roberta Luchsinger.
Como começou a troca de farpas no debate presidencial
Logo nos primeiros blocos, os candidatos trataram de temas mais tradicionais de qualquer disputa eleitoral, como segurança pública e rumos da economia. No entanto, o clima mudou de figura quando Lula decidiu cobrar diretamente o adversário sobre dois pontos sensíveis.
O presidente questionou o voto do senador contrário à licença-maternidade e, na sequência, trouxe à tona os R$ 134 milhões ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Foi justamente esse segundo ponto que acabou puxando o novelo de acusações que tomou conta do restante do debate.
Flávio devolve com Roberta Luchsinger
Em vez de responder diretamente às cobranças de Lula, Flávio Bolsonaro mudou o rumo da conversa e passou a questionar a relação do filho mais velho do presidente, conhecido como Lulinha, com a lobista Roberta Luchsinger. Dessa forma, o debate presidencial deixou de girar em torno das propostas de governo e virou, por alguns minutos, uma disputa de quem acusava quem com mais contundência.
Assim, nenhum dos dois lados chegou a esclarecer por completo os pontos levantados pelo rival — ficou mais um jogo de resposta com outra acusação do que propriamente um esclarecimento ao eleitor.
Voto dos presidiários e o “malandro carioca”
Além da discussão sobre Vorcaro e Luchsinger, o debate também passou pelo tema do voto dos presidiários, outro ponto que gerou embate entre os candidatos. Por fim, chamou atenção a expressão “malandro carioca”, usada durante a troca de farpas, que Flávio Bolsonaro aproveitou para transformar em uma espécie de demonstração de solidariedade ao Rio de Janeiro.
Em resumo, o debate que começou com propostas para segurança e economia terminou marcado por acusações cruzadas, nomes de peso do noticiário político e poucas respostas diretas às perguntas feitas por cada um dos candidatos. Com o segundo turno batendo à porta, o episódio deve continuar repercutindo nos próximos dias, já que nenhum dos pontos levantados — nem os R$ 134 milhões de Vorcaro, nem a relação com Luchsinger — foi totalmente esclarecido ao público.
Com informações de redir.folha.com.br.