A Microsoft acaba de lançar, em fase beta, um recurso batizado de Topics Portfolio dentro do relatório AI Performance do Bing Webmaster Tools. Na prática, a ferramenta organiza as buscas que geraram citações do seu site em respostas de inteligência artificial, agrupando tudo por temas mais amplos — e, de quebra, mostra em quais buscas desses mesmos temas outros sites aparecem citados e o seu, não.
O Bing chama essas buscas de “grounding queries”, ou seja, os termos que a IA da empresa usa para localizar e citar conteúdos em suas respostas, seja via Copilot, seja pelo resumo de IA do próprio buscador, incluindo também algumas integrações com parceiros selecionados. Vale lembrar que essa visão só aparece para sites que já tenham volume de dados suficiente: temas com pouca presença ou pouca movimentação no ecossistema simplesmente não são exibidos, o que significa que sites menores podem ver poucos itens listados — ou nem ter acesso ao recurso ainda.
O que o Topics Portfolio mostra na prática
O recurso fica em uma nova aba, posicionada à direita de Citations & Pages, dentro da seção AI Performance. Logo na primeira tela, o Bing Webmaster Tools apresenta os temas em que a Microsoft considera que o seu site tem uma presença “significativa”. Cada tema listado vem acompanhado de três métricas.
- Topic Size: uma estimativa do total de citações de todos os sites para aquele tema no período escolhido — a Microsoft descreve essa métrica como um termômetro de demanda por aquele assunto dentro das buscas de IA.
- Sites Cited: o número aproximado de sites citados nas buscas daquele tema.
- Queries: a quantidade aproximada de buscas distintas que compõem o tema.
Logo abaixo da tabela de temas, há uma lista chamada Top Opportunity Queries. Ela reúne oportunidades de todos os seus temas e mostra justamente as buscas em que outros sites aparecem citados, mas o seu não. Todos os números de volume de citação nessa lista vêm em formato de faixa, e não como valor exato.
Ao clicar em um tema específico, abre-se uma página de detalhes com o tamanho do tema, suas próprias citações dentro dele e o total de buscas envolvidas. Uma tabela traz as buscas em que o seu site já aparece; outra lista as buscas de oportunidade, novamente em faixas de citação. Além disso, dá para visualizar os dados em janelas de um, dois ou três meses.
As diferenças em relação à versão de junho
Comparado ao lançamento de junho, o Topics Portfolio no Bing Webmaster Tools traz um total consolidado por tema somando todos os sites, além de listar buscas em que o seu domínio ainda não é citado. Segundo a Microsoft, foi justamente essa visão de portfólio, o contexto do ecossistema e as buscas de oportunidade que faltavam no relatório anterior.
O AI Performance entrou em pré-visualização pública em fevereiro. Em junho, a atualização trouxe os recursos Topics, Intents, Citation Share e Compare — sendo que, naquele momento, os rótulos de Topics eram apenas agrupamentos das buscas em que o site já havia sido citado.
O Citation Share, também lançado em junho, mostra o percentual de citações que pertence ao seu site dentro de uma determinada busca. De acordo com a página de ajuda do AI Performance, essa métrica não revela nomes de domínios concorrentes: a ideia é apenas ilustrar sua presença relativa, sem expor dados de terceiros.
Limitações da versão beta
Como os temas do Topics Portfolio são gerados por inteligência artificial, é possível que uma busca acabe categorizada de um jeito diferente do que você mesmo classificaria. Outro ponto de atenção: buscas de marca podem aparecer como oportunidade. A própria Microsoft deu um exemplo disso — um site de calçados viu a busca pela marca de um concorrente listada como oportunidade dentro do tema “Running Shoes”.
Sobre essas limitações, a Microsoft escreveu:
“Trate os números como sinais direcionais para planejamento, não como um registro preciso.”
Cada linha de tema ou busca de oportunidade conta ainda com opções de “like” e “dislike” para feedback dos usuários.
Por que isso importa para quem trabalha com SEO
Na prática, as buscas de oportunidade entregam para as equipes de conteúdo uma lista de termos ligados aos seus próprios temas em que as respostas de IA citam outros sites, mas não o seu. Isso torna o recurso beta do Bing Webmaster Tools um ponto de partida interessante para identificar lacunas de cobertura de conteúdo — embora a lista ainda possa incluir buscas de marcas concorrentes que não fazem sentido para a sua estratégia. Vale reforçar que as medições de tema são estimativas, e os volumes de oportunidade vêm em faixas: ou seja, servem para comparar temas entre si de forma aproximada, mas não permitem acompanhar números exatos de citação.
O que esperar daqui para frente
Até o momento da publicação, a página de ajuda do AI Performance ainda não cobria o Topics Portfolio, então a seção de limitações do anúncio segue como a principal orientação oficial disponível. O Bing também não informou quando o recurso deixará a fase beta. Segundo a Microsoft, as avaliações enviadas pelos botões de feedback vão direto para a equipe responsável pela classificação e seleção de oportunidades, ajudando a definir as prioridades de ajuste.
Com informações de searchenginejournal.com.