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Google amplia o Data Manager e cria métrica para medir o ganho real dos dados first-party

Por: Eduardo Carrega
10/09/2026
10:07h
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Google amplia o Data Manager e cria métrica para medir o ganho real dos dados first-party

Se você trabalha com Google Ads e vive de olho em como melhorar a mensuração das campanhas, vale prestar atenção nas novidades que a plataforma acabou de anunciar. Bem a tempo da correria do quarto trimestre, o Google está expandindo suas ferramentas de dados próprios (os famosos first-party data) com atualizações que prometem facilitar a conexão e a leitura desses dados pelos anunciantes.

O Data Manager, ferramenta que centraliza fontes como CRM, dados offline e de aplicativos, está chegando a mais produtos do Google. E não para por aí: a API da ferramenta também está ganhando um padrão mais amplo, o que deve simplificar a integração entre diferentes plataformas. Além disso, o Google Ads recebe uma métrica nova, criada para responder a uma pergunta que sempre foi difícil de mensurar: afinal, todo esse esforço com dados próprios está realmente melhorando a mensuração das campanhas?

Data Manager chega ao Google Analytics e ao DV360

A partir de agora, o Data Manager está sendo integrado diretamente ao Google Analytics e ao Display & Video 360. Como você já deve conhecer, essa ferramenta funciona como um ponto central para conectar fontes de dados próprios — CRM, informações offline e dados de aplicativos. Ao expandir para o GA e o DV360, essas conexões ficam mais fáceis de gerenciar em todos os produtos do Google de uma só vez.

Segundo o próprio Google, anunciantes que conectam dados offline e de apps pelo Data Manager registram, em média, um aumento de 26% no ROAS incremental. As conversões aprimoradas (enhanced conversions) também estão sendo estendidas para o GA e o DV360.

Se você já usa vários produtos do Google, essa mudança tende a reduzir o trabalho de configuração separada que costuma ser necessário em cada plataforma — algo especialmente relevante num momento em que o Google segue pedindo sinais de dados próprios cada vez mais robustos para mensuração e lances automatizados.

A API do Data Manager ganha um padrão mais universal

A API do Data Manager ganha um padrão mais universal

Outra novidade importante: o Google está tornando a API do Data Manager universal ao adotar a Event and Conversions API (ECAPI), da IAB Tech Lab. Essa API oferece um padrão comum para o envio de dados de conversão e eventos entre diferentes plataformas de publicidade.

Na prática, se você trabalha com múltiplas plataformas, isso pode simplificar bastante a forma como essas conexões são criadas e mantidas. Em vez de desenvolver integrações específicas para cada sistema, as equipes passam a usar o mesmo padrão nas plataformas de anúncios compatíveis — o que tende a ser um alívio e tanto para times que lidam com grandes volumes de dados vindos de fontes diferentes.

O Google também está adicionando diagnósticos integrados ao Data Manager, capazes de identificar e corrigir problemas nos dados antes que eles afetem o desempenho das campanhas. Isso funciona como mais uma camada de segurança para conversões offline, dados de CRM, eventos de aplicativos e outros sinais próprios que alimentam os sistemas de mensuração e lances do Google.

Nova métrica mede o ganho gerado pela força dos dados

Uma das novidades mais curiosas é a chamada Data Strength Uplift Metric, agora disponível no Google Ads. Essa métrica estima quantas conversões adicionais um anunciante consegue “recuperar” graças à sua estrutura de dados próprios, dando mais visibilidade sobre o real impacto de investir em melhorias na mensuração.

Pense no seguinte cenário: você implementa conversões aprimoradas, melhora suas tags ou conecta novas fontes de dados próprios. Se as conversões medidas aumentarem depois disso, fica difícil saber quanto desse ganho veio da recuperação de conversões que antes simplesmente não eram contabilizadas. É exatamente esse tipo de dúvida que a nova métrica se propõe a esclarecer.

De acordo com o Google, anunciantes que fortalecem seus dados por meio do Google tag gateway apresentam, em média, um aumento de 14% nas conversões. Vale lembrar que os resultados individuais variam bastante conforme a estrutura de mensuração que cada anunciante já tem montada.

O que isso muda na prática para quem anuncia

O que isso muda na prática para quem anuncia

Há anos o Google vem empurrando os anunciantes na direção de uma mensuração baseada em dados próprios cada vez mais forte, e essas atualizações seguem exatamente essa linha. Conforme mais dados alimentam os sistemas de lances e otimização da plataforma, você precisa de formas confiáveis de conectar esses sinais e de saber se a sua configuração de mensuração está realmente funcionando.

A expansão do Data Manager pode facilitar bastante esse processo, principalmente se você já usa vários produtos do Google no dia a dia. Já a Data Strength Uplift Metric traz mais clareza para uma parte da mensuração que sempre foi complicada de quantificar: o retorno concreto do tempo e dos recursos investidos em melhorar tags, conectar dados offline e implementar conversões aprimoradas.

Mas atenção: essa métrica tem limites. Recuperar mais conversões não diz muito sobre a qualidade ou o valor real dessas conversões para o seu negócio. Você ainda precisa cruzar a mensuração da plataforma com dados de CRM, receita, lucro, qualidade de leads e outros resultados que realmente importam lá na ponta. Ter uma contagem de conversões mais completa é útil, mas isso não substitui a certeza de que o Google está recebendo os sinais certos para otimizar.

A mensuração ainda depende da qualidade dos sinais enviados

No fim das contas, o Google está oferecendo mais caminhos para você conectar dados próprios e enxergar o retorno desse trabalho. A nova métrica de uplift ajuda a dar contexto ao esforço colocado na mensuração, tornando mais fácil quantificar esse investimento.

Ainda assim, vale reforçar: o número de conversões recuperadas não indica se são as conversões que o seu negócio realmente quer ter em maior quantidade. Qualidade de leads, receita, lucro e outros resultados de negócio continuam precisando entrar na equação na hora de decidir quais sinais enviar de volta ao Google.

Conforme essas ferramentas de mensuração forem evoluindo, você deve ter uma visão cada vez melhor sobre o desempenho da sua estrutura de dados próprios. Ainda assim, cabe a você garantir que os dados alimentando os sistemas automatizados do Google reflitam, de fato, os resultados que a sua empresa busca alcançar.

Com informações de searchenginejournal.com.

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Parte da rede nacional está apresentando instabilidades de acesso.
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O ambiente segue sendo monitorado em tempo real e novas atualizações serão disponibilizadas conforme houver avanço na análise.
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