O Google aproveitou o palco do Google I/O 2026 para mostrar que a busca está cada vez mais parecida com um assistente pessoal — e não mais só uma caixinha de palavras-chave. A novidade central envolve funções agênticas que passam a atuar sozinhas em nome do usuário: de um lado, agentes de informação que ficam de olho na web depois que você faz uma pergunta; de outro, o Universal Cart, um carrinho único que junta produtos de vários varejistas e serviços num só lugar.
Os agentes de informação já estão disponíveis desde este verão (do hemisfério norte) para quem assina o Google AI Pro e o Google AI Ultra. Já o Universal Cart está no ar agora mesmo, funcionando tanto no Google Search quanto no Gemini, por enquanto só nos Estados Unidos.
Como funcionam os agentes de informação do Google Search
Na prática, depois que o usuário faz a primeira busca, esses agentes continuam vasculhando a internet por conta própria. Segundo Elizabeth Reid, vice-presidente de Search do Google, o retorno que o usuário recebe é “uma atualização inteligente e sintetizada, com capacidade de tomar ações”.

Robby Stein, vice-presidente de Produto do Google Search, também comentou essa atualização específica em publicação no X.
Universal Cart: um carrinho só para várias lojas
O Universal Cart quer se tornar o grande hub de compras dentro do Google. A ideia é simples: a compra em si acontece no site de cada loja, mas é o Google quem cuida da comparação de preços e da caça às melhores ofertas. Com isso, o consumidor consegue configurar alertas de preço, receber cupons promocionais aplicados automaticamente e finalizar a compra usando o Google Pay.
A lista de parceiros deve crescer em breve, com nomes como Nike, Sephora, Target, Ulta Beauty, Walmart, Wayfair e Shopify entrando no recurso.
Além dessas duas novidades principais, o Google também colocou em movimento outras mudanças ligadas ao mesmo ecossistema:
- Agent Payments Protocol (AP2) — permite que o usuário defina limites, como orçamento e preferências de marca, para transações feitas pelos agentes;
- Agentic booking — está se expandindo para cobrir reservas de experiências e serviços locais;
- Checkout via Universal Commerce Protocol (UCP) — chega ao Canadá e à Austrália, com o Reino Unido na sequência.
O que isso muda para quem trabalha com marketing
Com os agentes de informação fazendo boa parte do trabalho pesado de pesquisa pelo usuário, é bem provável que o volume de tráfego para os sites diminua. Por outro lado, quem chega de fato ao site tende a estar bem mais avançado na jornada de compra — ou seja, menos curioso e mais decidido.
Isso muda o jogo: já que esses visitantes passaram pelo filtro e pela síntese de um agente antes de clicar, estar pronto para converter fica tão importante quanto simplesmente aparecer nos resultados. Por isso, as páginas estratégicas precisam estar otimizadas para receber esse tráfego de alta intenção e empurrar o visitante adiante no funil de compra.
Para marcas de ecommerce que querem se preparar para esse novo cenário de comércio agêntico, a prioridade imediata é deixar a loja compatível com o UCP. Afinal, é esse protocolo que o Universal Cart usa para fechar as transações — sem ele, a loja simplesmente não entra no carrinho de quem está comprando pelo Google.
Como se preparar para o comércio agêntico
O primeiro passo é garantir que a loja esteja habilitada para o UCP, já que o Universal Cart está ativo e lojas sem esse suporte ficam de fora dos carrinhos dos compradores.
Depois disso, vale caprichar nos fundamentos da busca agêntica: clareza de entidade, autoridade sobre o tema e uma estrutura bem organizada de conteúdo fazem toda diferença. E claro, medir os resultados é essencial para saber se a visibilidade em IA está, de fato, melhorando.
Plustag IA recomenda acompanhar de perto essas mudanças e revisar constantemente a estrutura técnica das lojas virtuais, já que o comércio agêntico tende a recompensar quem se adapta primeiro — e deixar para depois pode significar ficar de fora dos carrinhos do futuro.


Com informações de semrush.com.