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Atualização anti-spam do Google pode ter como alvo conteúdo de SEO gerado por IA

Por: Eduardo Carrega
25/08/2026
10:02h
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Atualização anti-spam do Google pode ter como alvo conteúdo de SEO gerado por IA

Relatos que circulam na internet apontam que parte da atualização de combate a spam lançada pelo Google em agosto teve como foco remover conteúdos gerados por inteligência artificial criados especificamente para ranquear bem nos resultados de busca. Um indício adicional que reforça essa hipótese é a publicação recente, pelo próprio Google, de um estudo técnico sobre como identificar esse tipo de spam.

Conteúdo feito por IA nem sempre é spam

É consenso entre profissionais de SEO que o simples fato de um texto ter sido produzido com auxílio de inteligência artificial não o torna automaticamente spam. O que parece gerar mais confusão é outro ponto: quando o conteúdo é criado com o objetivo explícito de ranquear para determinadas palavras-chave, ele passa a caminhar sobre uma linha tênue — e muitas vezes acaba cruzando o limite entre material legítimo e spam.

Segundo relatos que surgiram na web, o Google teria implementado um novo mecanismo para identificar justamente esse tipo de conteúdo gerado por IA que ultrapassa esse limite. Isso não significa que toda a atualização de agosto tenha sido voltada exclusivamente para esse problema, mas, se as informações estiverem corretas, esse pode ter sido um dos motivos para a queda de posições de vários sites.

Segundo relatos que surgiram na web, o Google teria implementado um novo…

Um usuário identificado como @OkaTakuma1 publicou no X (antigo Twitter) o seguinte relato:

“Em relação a essa atualização de spam do Google, parece que sites que publicam automaticamente com Claude Code, codec etc. estão sendo filtrados e removidos de forma generalizada.

É possível que estejam detectando isso automaticamente por meio de algum tipo de marcação de IA, semelhante ao que já ocorre com imagens ou vídeos gerados por inteligência artificial.

Por outro lado, sites que inicialmente davam a impressão de publicações manuais, feitas pouco a pouco, e que depois passaram a usar automação via LLM, parecem estar sobrevivendo em alguns casos.

Sites criados totalmente automatizados desde o início não possuem nenhum “sinal de confiança” acumulado junto ao Google, enquanto sites que foram operados manualmente no começo já construíram uma reputação de domínio e histórico de engajamento.

Como resultado, mesmo que migrem depois para postagens automatizadas por LLM, a avaliação prévia do domínio funciona como um amortecedor, dificultando que recebam penalizações de spam imediatas, sejam manuais ou automáticas…

A amostra é pequena, então isso não é definitivo — é apenas uma tendência —, mas hoje em dia, quando nem é mais necessário abrir a tela do editor do WordPress, é bem provável que estejam usando algum tipo de marcação de IA também para textos, para decidir entre penalizações manuais ou automáticas, não é?”

Confiança do usuário: um sinal diferente de “sinal de confiança”

É importante fazer uma distinção: o Google não trabalha exatamente com “sinais de confiança” no sentido abstrato, mas sim com sinais gerados pelos próprios usuários que indicam se um site é confiável ou não. Essa diferença ajuda a entender melhor o que realmente está sendo medido.

O mesmo usuário citado acima publicou depois outro comentário, relatando que um portal japonês que publica conteúdo gerado por IA não foi afetado pela atualização recente — mas destacou que todo o material passa por revisão humana antes de ser publicado:

O mesmo usuário citado acima publicou depois outro comentário, relatando que um…

“…mas até agora não recebemos nenhuma penalização (naturalmente, fazemos verificações visuais manuais feitas por humanos antes de publicar os artigos).

Na fase inicial, aproveitar redes sociais e press releases para divulgar o conteúdo, melhorar a capacidade de rastreamento e atrair impressões pode ser o que está funcionando.”

Vale ressaltar que nem todos concordam com essa interpretação, já que se trata de um relato pontual, sem comprovação mais ampla.

O problema pode ser a produção em massa, não a IA em si

Outro usuário, @seiichi_satoweb, sugeriu que o problema não está no fato de o conteúdo ter sido gerado por IA, mas sim no uso da IA para produzir material em massa com o objetivo de manipular os resultados de busca. Ele publicou:

“Empresas que operam veículos de mídia deveriam checar o ranking entre os dias 18 e 21 de agosto.

…Se caiu, acho que o primeiro ponto a suspeitar não é a qualidade dos artigos, mas o “método de produção em massa”.

O Google define como uso malicioso de conteúdo em massa a geração de um grande número de páginas com o objetivo principal de manipular o ranking de busca, e não de apoiar os usuários.

Não se trata de saber se o conteúdo foi criado com IA generativa, mas sim para que finalidade ele foi criado.

Empresas que estão aumentando seu volume de conteúdo com IA deveriam verificar isso com atenção.”

Reclamações também aparecem em fóruns de SEO

Mesmo em fóruns como o Blackhat World, usuários reclamaram da frustração de encontrar cada vez mais conteúdo de baixa qualidade gerado por IA — o chamado “AI slop” — dominando os resultados de busca. Um membro do fórum relatou:

Mesmo em fóruns como o Blackhat World, usuários reclamaram da frustração de…

“Finalmente perceberam que o AI slop está tomando conta. Fiz uma busca recentemente por um tutorial rápido sobre como alterar configurações em um aplicativo e vi quatro sites seguidos claramente montados com IA para responder à mesma pergunta — todos com a mesma formatação característica de subtítulos e listas, espaçamento ruim entre as seções, e frases simples esticadas em textos de 500 palavras.

Páginas de AI slop são a nova versão das doorway pages, e o Google está com dificuldade para conter isso.”

Outro participante do fórum comentou que costuma adicionar características próprias ao conteúdo gerado por IA para evitar que pareça um modelo padronizado.

Resultados variam de site para site

Por outro lado, também houve relatos de sites cujo desempenho de conteúdo gerado por IA melhorou após a atualização, como apontado em um grupo privado no Facebook dedicado a discussões sobre SEO no Google.

Independentemente da forma como o conteúdo foi produzido, uma recomendação recorrente entre profissionais da área é evitar textos excessivamente focados em palavras-chave, prática que já vem prejudicando posicionamentos nos últimos anos. A criação automatizada de conteúdo apenas para aproveitar tendências de busca pode ter sido um dos principais alvos dessa atualização.

Recentemente, o Google publicou um estudo técnico sobre um sistema chamado S-CTS (Scalable Cluster Termination System), voltado justamente para identificar e eliminar redes de spam geradas por inteligência artificial.

Com informações de searchenginejournal.com.

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