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Inteligência artificial no e-commerce: entenda como a Nuvemshop ajuda lojistas nessa transição

Por: Eduardo Carrega
17/10/2026
08:00h
Inteligência artificial no e-commerce: entenda como a Nuvemshop ajuda lojistas nessa transição
Entenda como a inteligência artificial no e-commerce muda a busca por produtos e como a Nuvemshop ajuda lojistas a se adaptar a essa nova jornada.
RESUMIR COM:

Imagine procurar um tênis de corrida sem abrir o Google ou entrar direto num marketplace. Em vez disso, você simplesmente conta para uma ferramenta de inteligência artificial como é sua pisada, onde pretende correr e quanto quer gastar — e recebe sugestões de produtos sob medida para essas necessidades. Esse cenário, que já é realidade para boa parte dos consumidores, ajuda a explicar uma transformação silenciosa, mas profunda, no comércio eletrônico.

A inteligência artificial no e-commerce deixou de ser apenas um recurso de bastidor e passou a participar ativamente da descoberta e da comparação de produtos, criando assim um caminho alternativo para que marcas sejam encontradas. Para negócios menores, que nem sempre têm fôlego para competir com grandes varejistas em investimento publicitário, essa mudança pode representar uma chance real de alcançar o público certo sem gastar fortunas em mídia.

Inteligência artificial no e-commerce já influencia metade dos brasileiros

Segundo Daniel Azevedo, CFO da Nuvemshop, metade dos consumidores brasileiros já utiliza inteligência artificial na hora de descobrir produtos. Ou seja, o comportamento de compra está mudando antes mesmo de o consumidor chegar à etapa de pagamento.

Essa mudança abre uma nova porta para as marcas conquistarem clientes, especialmente num momento em que os custos de publicidade digital só aumentam. Ao interpretar o contexto de uma busca, ferramentas como ChatGPT e Gemini conseguem recomendar produtos com base em características que vão muito além de preço e popularidade.

“Você começa a ter mais tráfego que vem de IA por mérito do seu produto, da sua história, e menos por necessariamente investimento em mídia”, afirma Azevedo.

O site próprio ganha ainda mais peso

Para as marcas que vendem diretamente ao consumidor (o famoso modelo D2C), esse movimento reforça algo que muitos já suspeitavam: o site próprio virou uma fonte de informação estratégica. Afinal, para aparecer nas recomendações feitas por IA, é preciso oferecer dados claros e completos sobre os produtos — descrições detalhadas, avaliações de clientes e diferenciais bem explicados ajudam os sistemas a entender exatamente o que cada negócio tem a oferecer.

De acordo com Azevedo, a fatia de consumidores que considera o site da marca a fonte mais confiável de informações sobre produtos saltou de 40% para 50% em apenas um ano, conforme pesquisa citada pelo executivo.

Esse cenário tende a beneficiar marcas independentes, que nem sempre contam com orçamento robusto para brigar por espaço publicitário com gigantes do setor. Ao caprichar na apresentação dos produtos e na proposta de valor, esses negócios aumentam suas chances de serem encontrados por consumidores com interesses bem específicos.

Isso não significa, porém, que os investimentos em mídia perderam importância — pelo contrário, eles continuam essenciais. O que muda é que surge mais um canal de descoberta, e o desafio agora é preparar a loja para que suas informações sejam bem compreendidas pela IA, além de acompanhar de perto o impacto desse novo tráfego nas vendas.

Afinal, a IA vai substituir os marketplaces?

O avanço dos assistentes de inteligência artificial naturalmente levanta dúvidas sobre o futuro dos marketplaces e das lojas virtuais tradicionais. Para Azevedo, no entanto, é fundamental separar duas coisas: a descoberta do produto e a transação em si.

Enquanto a IA ajuda o consumidor a encontrar e comparar alternativas, finalizar uma compra ainda depende de informações atualizadas de preço e estoque, além de uma estrutura segura de pagamento. Por isso, o executivo avalia que as lojas próprias continuam tão relevantes quanto antes: são elas que concentram as informações sobre os produtos e sustentam toda a operação comercial, mesmo quando o cliente chega por um canal novo.

Uma pesquisa da Gartner, realizada em janeiro de 2026 com consumidores dos Estados Unidos, reforça essa separação: apenas 11% aceitariam delegar decisões de compra à IA em categorias de menor risco, enquanto 31% topariam que a tecnologia reduzisse as opções de produtos para itens domésticos. Em resumo, os números sugerem que a IA pode ganhar bastante espaço na pesquisa e na comparação, sem necessariamente assumir toda a decisão final de compra.

Como a Nuvemshop está incorporando a IA no dia a dia dos lojistas

A Nuvemshop vem ampliando o uso de inteligência artificial tanto para ajudar lojistas na gestão das lojas quanto para prepará-los para essa nova jornada de compra. Um dos exemplos é o Lumi, assistente integrado à plataforma que permite consultar informações e realizar tarefas por meio de comandos em linguagem natural — funcionando, na prática, como um assistente que reduz o tempo gasto em tarefas administrativas da loja.

Segundo Azevedo, já são mais de 30 casos de uso, incluindo:

  • Análise de vendas e comportamento de clientes
  • Consultas sobre estoque
  • Alterações no conteúdo e no visual da loja

A empresa também disponibiliza conectores que permitem interagir com a plataforma por meio de ferramentas de IA compatíveis, o que facilita certas alterações sem que o lojista precise executar cada etapa manualmente.

De acordo com levantamento interno citado pelo executivo, os recursos de IA podem economizar cerca de 80 horas de trabalho por mês para um lojista. A ideia por trás disso é simples: reduzir o tempo gasto em tarefas operacionais para que o empreendedor possa se dedicar a atividades mais estratégicas, como planejamento de campanhas, desenvolvimento de produtos e relacionamento com clientes.

A adoção dessas ferramentas também avança rapidamente. Segundo Azevedo, a plataforma registrou cerca de 1,5 milhão de mensagens mensais processadas por IA no mês anterior à entrevista. Além de facilitar a rotina dos empreendedores, esses recursos de IA nativa para gestão da loja também ajudam a preparar os negócios para serem compreendidos pelos sistemas de inteligência artificial que hoje participam ativamente da descoberta de produtos. Dessa forma, a organização das informações e a clareza dos diferenciais de cada marca passam a importar tanto para o consumidor quanto para os algoritmos.

Com informações de infomoney.com.br.

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