A Austrália decidiu ampliar a pressão sobre as big techs com uma proposta de legislação voltada ao funcionamento das redes sociais. O texto prevê que os usuários possam escolher não receber conteúdos recomendados por algoritmos, mudando a forma como esse tipo de material é apresentado nas plataformas.
Além disso, a iniciativa estabelece punições financeiras para as empresas que deixarem de cumprir as exigências. O órgão regulador australiano poderá aplicar multas para big techs de até US$ 79 milhões (R$ 401,7 milhões) em caso de descumprimento de qualquer uma das regras previstas na legislação.
A medida ainda está apresentada como uma proposta, mas sinaliza uma tentativa de conter a influência das grandes empresas de tecnologia sobre a experiência dos usuários. Por isso, o debate envolve tanto a autonomia de quem utiliza as redes quanto a responsabilidade das plataformas na distribuição de conteúdo.
Multas para big techs e escolha dos usuários

O ponto central da proposta australiana é permitir que cada usuário decida se deseja ou não receber recomendações feitas por algoritmos. Atualmente, esse tipo de sistema é usado pelas redes sociais para selecionar e organizar conteúdos exibidos individualmente.
Com a nova regra, a opção de recusar esse conteúdo recomendado passaria a fazer parte da experiência oferecida pelas plataformas. Dessa forma, a legislação pretende ampliar o controle do público sobre o que aparece em seus perfis e páginas, sem eliminar a possibilidade de uso das redes sociais.
Na prática, as big techs teriam de incorporar essa alternativa aos seus serviços e respeitar a decisão tomada pelos usuários. Caso contrário, poderiam ficar sujeitas às penalidades previstas no texto em discussão.
Órgão regulador poderá aplicar as penalidades

A fiscalização ficaria sob responsabilidade do órgão regulador australiano. Caberia à entidade verificar se as empresas estão seguindo as determinações e aplicar as multas para big techs quando houver violação de qualquer uma das normas previstas.
O valor máximo indicado é de US$ 79 milhões, equivalente a R$ 401,7 milhões conforme o texto original. O montante coloca a proposta entre as iniciativas mais rígidas de enfrentamento à influência das grandes plataformas digitais no país.
A informação foi publicada em 09/08/2026 – 16h17. Até o momento descrito na matéria, a legislação aparece como uma proposta para ampliar as opções dos usuários e estabelecer consequências financeiras para as empresas que não cumprirem as novas regras.