O Spotify fechou o terceiro trimestre de 2026 com 306 milhões de assinantes premium espalhados pelo mundo, um salto de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, esse crescimento apareceu em todas as regiões onde ela atua, o que mostra que o apetite por streaming musical continua forte. Além disso, os usuários ativos também subiram bastante: de 713 milhões para 788 milhões em um ano, uma alta de 11%.
Spotify e a força da América Latina nos números
Um detalhe chama atenção nesse balanço: a América Latina responde por 24% dos assinantes Premium e 21% dos usuários ativos mensais da plataforma. Ou seja, a região segue como peça importante na engrenagem global do serviço de streaming. Em termos financeiros, a receita total do Spotify cresceu 16% na comparação com o terceiro trimestre de 2025, somando 5 bilhões de euros (R$ 28,2 bilhões) entre julho e setembro.
Para o próximo trimestre, a empresa planeja ampliar o catálogo de audiolivros para mais de 180 mercados. Por sua vez, o Spotify Partner Program — programa que remunera criadores de podcasts — vai chegar a mais de 35 novas localidades, incluindo o Brasil, o que deve agradar bastante a comunidade de criadores de conteúdo por aqui.
Lucro operacional e expectativas para o futuro
No terceiro trimestre, o lucro operacional ficou em 672 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões), enquanto a receita total registrada no período encerrado em 30 de setembro foi de 4,97 bilhões de euros (R$ 28,1 bilhões). Na divulgação de resultados desta quinta-feira, a companhia projetou um lucro operacional de 820 milhões de euros (R$ 4,6 bilhões) para o trimestre seguinte — número que supera a estimativa média dos analistas, de 813,4 milhões de euros, conforme dados compilados pela LSEG (London Stock Exchange Group).
Esses resultados têm chamado atenção de investidores, principalmente porque o Spotify está investindo pesado em inteligência artificial para melhorar a forma como as pessoas descobrem músicas e se engajam com a plataforma. A ideia, segundo a empresa, é atrair ainda mais usuários e, ao mesmo tempo, se blindar da concorrência de ferramentas emergentes de geração musical por IA, como Suno e Udio.
Ações sobem e recursos de IA ganham destaque
Com todo esse cenário positivo, as ações da empresa chegaram a subir mais de 9% nas negociações iniciais, alcançando o patamar mais alto desde janeiro. Entre os recursos baseados em inteligência artificial já disponíveis estão o AI DJ, que monta mixagens musicais personalizadas acompanhadas de comentários falados, e as playlists geradas a partir de pedidos do usuário — basta descrever um estado de espírito ou uma preferência musical para receber seleções sob medida.
“Construímos um negócio sólido que continua a crescer exponencialmente; investimos quando vemos um caminho para o crescimento, nossos custos estão se moderando e há mais espaço para avançar”, disse o co-CEO Alex Norstrom em comunicado.
Parcerias e projeção de novos usuários
Olhando para frente, a expectativa do Spotify é chegar a 818 milhões de usuários ativos mensais no quarto trimestre — número que, na verdade, ficou um pouco abaixo da estimativa da empresa de análise Visible Alpha, de 819 milhões. Apesar disso, a plataforma também projeta conquistar 10 milhões de novos assinantes premium no período, o que reforça a tendência de crescimento contínuo.
No início desta semana, o Spotify fechou um acordo de licenciamento com a distribuidora musical Believe, voltado para sua futura ferramenta paga dedicada a covers e remixes criados por fãs com inteligência artificial. Além desse, a empresa também assinou acordos semelhantes com Universal Music Group, Merlin e Kobalt, ampliando a base de parcerias que vão sustentar essa nova frente de negócio.
Em resumo, os números divulgados mostram um Spotify em expansão — tanto em base de usuários quanto em receita — enquanto a empresa aposta em inteligência artificial para se manter à frente de concorrentes que vêm crescendo rápido no setor de criação musical automatizada.
Com informações de redir.folha.com.br.