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Busca multimodal: como saber se suas imagens estão otimizadas — veja o passo a passo

Por: Eduardo Carrega
29/10/2026
12:58h
Busca multimodal: como saber se suas imagens estão otimizadas — veja o passo a passo
Entenda o que é busca multimodal e aprenda a checar se suas imagens estão otimizadas para aparecer em buscas por foto, voz e texto no Google.
RESUMIR COM:

A busca multimodal mudou completamente a forma como as pessoas procuram produtos e informações na internet. Antigamente, se você quisesse comparar preços de algo que viu numa vitrine, precisava digitar uma descrição detalhada do item. Hoje basta apontar o celular e tirar uma foto — ferramentas como o Google Lens fazem o resto do trabalho. Por isso, entender a busca multimodal deixou de ser um diferencial e virou praticamente obrigação para quem quer manter suas imagens relevantes nos resultados de pesquisa.

Mas a história não para nas fotos. A busca multimodal vai além: os mecanismos de busca atuais aceitam palavras-chave, imagens, comandos de voz ou até combinações desses formatos — e ainda podem devolver o conteúdo em um formato diferente do que foi usado na pesquisa. Alguém pode pedir por voz uma imagem de cachorro e receber resultados de Busca por Imagens. Ou tirar uma foto de um vestido verde e perguntar por texto ao Google se existe uma versão azul daquele mesmo modelo.

Ou seja, se antes as imagens eram só um complemento do conteúdo de uma página, agora elas se tornaram verdadeiras portas de entrada para a jornada de busca. Diante disso, surge a pergunta que todo profissional de SEO deveria estar se fazendo: além da otimização tradicional de imagens, o que precisa ser feito de diferente para garantir bom posicionamento e visibilidade nesse novo cenário?

Como garantir que as imagens sejam encontradas pelos mecanismos de busca

O primeiro passo para que uma imagem apareça em resultados de busca multimodal é simples, mas essencial: garantir que ela seja rastreável e indexável. Isso pode ser verificado de duas formas principais.

Confira o Google Search Console

No Google Search Console, dá para checar se o site está ganhando visibilidade nos resultados de imagens acessando o relatório “Resultados de pesquisa”, dentro de “Desempenho”, e filtrando por “Tipo de pesquisa: Imagem”. Ali é possível ver quais páginas estão recebendo impressões e cliques vindos da busca por imagens — mas atenção, a métrica é por página, não por URL individual de imagem. Se uma página não aparece com impressões, isso pode significar que as imagens não foram indexadas ou simplesmente não apareceram para buscas relevantes naquele período. Por si só, isso não confirma um problema de indexação ou otimização.

Além disso, há uma novidade: a opção “Multimodal”, recém-incluída na categoria “Web” dentro do filtro de Tipo de pesquisa, mostra como o conteúdo está performando em buscas que usam imagem como parte da pesquisa — isso inclui buscas pelo Google Lens, o recurso Circle to Search, imagens enviadas diretamente ao Google Search e a função “Pesquisar esta imagem” do Chrome.

Caso perceba que as páginas não estão recebendo impressões da busca por imagens e queira investigar possíveis problemas de rastreamento ou indexação, use a opção “Inspecionar qualquer URL” para verificar a página que hospeda a imagem. Também dá para rodar um teste ao vivo da própria URL da imagem para confirmar se o Google consegue acessá-la. Vale lembrar, porém, que a Inspeção de URL não confirma com segurança se uma imagem específica está indexada no Google Imagens — e uma página indexada não garante que suas imagens também estejam.

Faça buscas manuais nos resultados

Uma forma simples e eficaz de avaliar como suas imagens aparecem na busca multimodal é testar você mesmo. Por exemplo, se você tem uma loja virtual com fotos exclusivas de produtos, tire uma foto de um item e use essa imagem como entrada de busca — seja pelo Circle to Search, pelo Google Lens ou fazendo upload direto no Google. Assim, você consegue perceber se o Google identifica que a sua foto e a foto oficial da empresa se referem ao mesmo produto, além de checar se as imagens da sua marca estão dominando os resultados.

Outra alternativa é usar o operador src: no Google Imagens.

O resultado deve trazer páginas da web que referenciam aquela URL de imagem. Se o seu próprio site não aparecer na lista, isso é um indício de que pode haver algum problema de indexação — mas, assim como acontece com o comando site:, essa lista não é definitiva: uma página não aparecer não significa necessariamente que o Google não a indexou.

Analise a atividade do crawler de imagens do Googlebot

Também é recomendável verificar se os crawlers dos mecanismos de busca estão encontrando algum bloqueio para acessar as imagens do site — o que não é, necessariamente, igual a conseguir acessar a página onde a imagem está. É preciso confirmar especificamente se os robôs conseguem encontrar e processar as imagens em si.

Existem duas formas principais de fazer essa checagem. A primeira é analisar os arquivos de log do site, procurando especificamente por crawlers de imagem como o Googlebot-Image, para entender se as imagens foram rastreadas recentemente. Se determinadas URLs de imagem estão sendo sempre ignoradas, isso é um sinal de que algo pode estar bloqueando o rastreamento.

A segunda opção é usar uma ferramenta de rastreamento como o Screaming Frog, configurando o user-agent para “Googlebot Image” e rodando o crawler pela lista de URLs de imagens e das páginas onde elas estão hospedadas. Isso ajuda a identificar se alguma delas está retornando código de status 3XX, 4XX ou 5XX — nesse caso, o Googlebot pode não conseguir acessar a imagem.

Problemas técnicos que podem travar rastreamento, indexação ou exibição na busca multimodal

Questões de configuração

As verificações acima podem apontar que algumas imagens não estão sendo rastreadas ou indexadas — e isso pode ter várias causas. Por exemplo, o arquivo robots.txt pode estar bloqueando o rastreamento das próprias URLs de imagem.

Também pode haver um controle de cabeçalho x-robots impedindo a indexação da página onde a imagem está, ou até a diretiva <noimageindex> bloqueando a indexação da imagem especificamente.

Essas questões de configuração são relativamente fáceis de checar. No caso do robots.txt, basta usar um validador — como o da Dentsu — para conferir se as URLs das imagens e das páginas estão liberadas no arquivo ativo.

Para verificar as tags em nível de página, basta olhar o código-fonte ou, no Chrome DevTools, checar o painel Elements em busca de <meta name=”robots” content=”noimageindex”> ou noindex. Depois, na aba Network do DevTools, selecione tanto a requisição da página quanto a da imagem para verificar os cabeçalhos de resposta em busca do X-Robots-Tag.

Problemas em nível de servidor

Em alguns casos, as URLs de imagem podem estar sendo bloqueadas em nível de servidor — algo que normalmente não fica evidente sem uma investigação mais profunda na CDN, no botwall ou na infraestrutura do site.

Além disso, há situações em que as imagens ficam hospedadas em domínios de CDN separados. Nesses casos, problemas podem passar despercebidos no Google Search Console ou em outras ferramentas, a menos que o subdomínio ou domínio específico das imagens seja adicionado separadamente. Vale conversar com o time de desenvolvimento para confirmar esse cenário — embora, muitas vezes, dê para perceber isso só pela URL.

Nesse caso, adicione esse subdomínio às suas ferramentas de monitoramento para acompanhar possíveis erros.

Também é importante perguntar a quem administra o servidor da empresa se algum bot usado no rastreamento de imagens está sendo bloqueado — o mais óbvio é o GoogleBot-Image, mas vale pedir uma lista completa de bots bloqueados e as áreas específicas afetadas, como o subdomínio de mídia citado no exemplo.

Renderização via JavaScript

Apesar do avanço do Google na renderização de JavaScript, imagens que dependem desse processo para carregar ainda podem apresentar dificuldades para serem rastreadas e indexadas corretamente, o que reforça a importância de revisar esse ponto dentro de qualquer auditoria voltada para busca multimodal.

Em resumo, garantir bom desempenho na busca multimodal exige ir além da otimização tradicional de imagens: é preciso cruzar dados do Search Console, fazer testes manuais de busca, investigar logs de rastreamento e revisar configurações técnicas de ponta a ponta. Quem cuida desses detalhes com atenção tende a sair na frente justamente agora que as imagens deixaram de ser coadjuvantes e passaram a ser protagonistas da jornada de busca.

Com informações de searchenginejournal.com.

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