O Google acaba de incluir o Gemini 4 Argon no menu de modelos do AI Mode, mas a novidade, por enquanto, é exclusiva para quem tem assinatura Google AI Pro ou Ultra. Curiosamente, a liberação aconteceu no mesmo dia em que o modelo também passou a estar disponível para desenvolvedores, empresas e usuários do app Gemini — ou seja, um lançamento em várias frentes ao mesmo tempo.
Quem confirmou a novidade foi Robby Stein, vice-presidente de produto da Busca do Google, em publicação no X. Segundo ele, o Argon “está sendo distribuído globalmente na Busca” e os assinantes já conseguem trocar para esse modelo usando o ícone de “+” na interface. Vale lembrar que o primeiro anúncio do Argon, feito 13 dias antes, não mencionava os assinantes Pro — apenas agora eles entraram oficialmente na lista, junto com os usuários Ultra. Por outro lado, nada do que foi divulgado muda o modelo padrão oferecido para quem usa a versão gratuita do AI Mode.
O que muda no AI Mode com o Gemini 4 Argon
Na prática, basta clicar no ícone “+” dentro da barra “Ask anything” do AI Mode para escolher o Argon — o mesmo menu que já havia recebido o 3.7 Flash em agosto e o 3.8 Flash em setembro. Ou seja, a lista de opções só vem crescendo nos últimos meses.
De acordo com Stein, o Argon “traz grandes melhorias para lidar com tarefas sutis e de múltiplas etapas no AI Mode” e é “melhor em entender a intenção do usuário e seguir instruções em conversas de ida e volta”. O post oficial de lançamento reforça essa ideia para o modelo como um todo, afirmando que ele “segue instruções de estilo melhor do que qualquer um dos modelos Gemini anteriores”.
Um detalhe que chama atenção: nenhuma das publicações especifica o idioma do recurso. Para efeito de comparação, o lançamento do 3.7 Flash havia sido limitado ao inglês. Além disso, como a distribuição está em andamento, é possível que o Argon ainda não apareça para todo mundo — às 12h17 (horário do leste dos EUA), por exemplo, o modelo ainda não havia surgido no menu de uma conta Pro testada pela reportagem original.
Do programa Fairwind até os assinantes Pro
A trajetória do Argon começou em 30 de setembro, quando o Google o apresentou como um modelo de fronteira voltado para programação, trabalho de conhecimento corporativo e defesa cibernética, disponibilizado inicialmente a “um grupo de defensores cibernéticos de confiança” por meio do programa Fairwind. Na época, a empresa já sinalizava que a liberação para desenvolvedores, empresas e consumidores viria “assim que possível”, começando “pelos clientes pagantes da API e assinantes do Google AI Ultra”.
Agora, esse plano se concretizou de forma mais ampla: desenvolvedores podem acessar o Argon pela camada paga da API do Gemini, assinantes Ultra conseguem usá-lo no Google Antigravity (a ferramenta de programação do Google) e, por fim, assinantes Pro e Ultra já encontram o modelo tanto no app Gemini quanto no AI Mode.
Um pouco de contexto sobre a evolução do menu
Para entender o tamanho dessa mudança, vale relembrar o histórico recente. O Gemini 3 Pro passou a ser opção no AI Mode em novembro. De lá para cá, todas as adições ao menu acompanhadas pela reportagem original eram modelos da linha Flash: o Gemini 3 Flash virou padrão em dezembro, o Gemini 3.5 Flash assumiu como padrão global durante o I/O em maio, o Gemini 3.7 Flash entrou no menu em 14 de agosto e o 3.8 Flash seguiu o mesmo caminho em 2 de setembro.
Em fevereiro, já havia sido explicado o motivo de o Google rodar o AI Mode sobre modelos Flash: eles custam menos e respondem mais rápido, características essenciais para operar na escala da Busca. Ainda assim, a página de suporte do Google sobre o menu de modelos do AI Mode, consultada até hoje, continua citando apenas “Pro” e “Fast” como opções, descrevendo o Pro como sendo o Gemini 3 Pro — exatamente como constava em 14 de agosto e em 2 de setembro.
Por que essa mudança importa
Assim como os dois modelos Flash que entraram no menu antes dele, o Gemini 4 Argon é um recurso exclusivo para assinantes. Isso reforça uma estratégia clara do Google de reservar os lançamentos mais recentes para quem paga pelo serviço.
As melhorias descritas pelo Google envolvem justamente tarefas de múltiplas etapas e conversas de ida e volta — por isso, a melhor forma de testar essa promessa é justamente simulando uma tarefa complexa com perguntas de acompanhamento.
Assim, caso o Argon já tenha aparecido no seu menu e o 3.8 Flash ainda esteja listado ao lado dele, vale a pena repetir a mesma sequência de perguntas nos dois modelos e comparar as respostas.
O que vem pela frente
Uma dúvida que ainda não tem resposta é se o Argon vai continuar como uma opção à parte ou se vai acabar virando o padrão do AI Mode. Para efeito de comparação, tanto o Gemini 3 Flash quanto o 3.5 Flash já nasceram como modelo padrão, enquanto o Gemini 3 Pro surgiu como opção alternativa e assim permanece até hoje. Nem o post oficial de lançamento nem a publicação de Stein no X deixam claro qual caminho o Argon vai seguir.
O texto de lançamento termina adiantando que o Google está animado para “trazer o restante da família Gemini 4”, mas sem detalhar quais desses futuros modelos chegarão, de fato, ao AI Mode. Por enquanto, resta acompanhar os próximos passos e observar se a novidade vai, aos poucos, se tornando acessível a mais usuários.
Com informações de searchenginejournal.com.