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Connected Apps: Google libera prévia pública que leva apps para o AI Mode e o Gemini

Por: Eduardo Carrega
31/10/2026
04:03h
Connected Apps: Google libera prévia pública que leva apps para o AI Mode e o Gemini
Google abre prévia pública do Connected Apps: entenda como apps são aprovados para rodar no AI Mode e no Gemini e quais já estão disponíveis.
RESUMIR COM:

O Google deu mais um passo na integração entre inteligência artificial e aplicativos de terceiros: a empresa abriu a prévia pública da sua Connected Apps Platform. Na prática, isso significa que desenvolvedores já podem se candidatar para ter seus aplicativos rodando dentro do AI Mode, no Search, e também no app Gemini — desde que o Google aprove a inclusão.

O anúncio da plataforma aconteceu em 28 de outubro, mas foi Robby Stein, VP de Produto do Google Search, quem confirmou a novidade numa publicação no X na quinta-feira, dizendo que o Google “acabou de abrir a prévia pública”. Até então, quando o tema Connected Apps veio à tona em julho, ainda faltava clareza sobre como, na prática, um aplicativo entraria nesse grupo que o AI Mode pode acionar para executar tarefas. Agora, a documentação para desenvolvedores já está disponível e detalha tanto o caminho técnico quanto as regras do jogo sobre como um app pode — ou não — tentar se destacar frente aos concorrentes.

Como os desenvolvedores colocam seus apps no Search e no Gemini

Para entrar nessa plataforma, o desenvolvedor conecta sua aplicação por meio de um servidor remoto MCP (a sigla vem de Model Context Protocol, o protocolo aberto que os modelos de IA usam para se comunicar com ferramentas externas) ou através do AppFunctions, que o Google chama de Android MCP. Segundo a empresa, usar um servidor MCP garante acesso a usuários do Gemini e do Search tanto na web quanto em Android e iOS, enquanto o caminho via Android MCP alcança apenas usuários do Gemini no Android.

Todo o cadastro passa pelo Google Connected Console. Ao se registrar, o desenvolvedor escolhe uma categoria para cada aplicativo — escolha que define as capacidades mínimas exigidas e que, de acordo com a página de pré-requisitos, não pode ser alterada depois do registro. Além disso, é preciso indicar pelo menos três capacidades que ficarão visíveis para os usuários na hora de decidir se querem ou não conectar aquele app.

O console também pede que o desenvolvedor informe em quais países, idiomas e produtos do Google cada aplicativo deve ficar disponível. Antes de qualquer publicação, o Google revisa e testa cada app. Para os que exigem login, é necessário fornecer contas de teste com dados de exemplo — e a empresa avisa que um app que não possa ser testado por completo corre o risco de ser rejeitado.

O que o Google diz sobre os critérios de seleção no AI Mode

A política de Connected Apps do Google deixa claro que um aplicativo não pode mencionar outras ferramentas nem criar regras próprias dizendo quando outras ferramentas devem ser usadas. No mesmo trecho, a política afirma que os apps conectados não podem:

“enganar ou influenciar o modelo a realizar uma ação ou comportamento prejudicial; por exemplo, usar descrições de capacidade excessivamente amplas ou enganosas para influenciar o modelo a selecionar o Connected App em vez de outro Connected App.”

O guia do Google para servidores MCP reforça que os modelos de IA dependem das instruções de um servidor “para reconhecer quando delegar tarefas ao seu servidor”, recomendando instruções claras para que as requisições sejam direcionadas corretamente.

Vale destacar que essa política exclui anúncios e materiais promocionais de outras empresas dentro da integração — ainda assim, cada app pode trazer informações da própria marca. Caso um desenvolvedor descumpra essas regras, o Google pode rejeitar o aplicativo, suspender o acesso, removê-lo da plataforma ou até suspender/encerrar a conta do desenvolvedor.

Do lado de quem usa, a página de ajuda do Google Search explica que o AI Mode pode, por padrão, recorrer ao último app utilizado para concluir uma tarefa. Mas o usuário tem liberdade para indicar um aplicativo diferente junto do pedido, ou simplesmente fazer uma busca genérica e, depois, escolher entre os apps disponíveis.

Quais apps já estão disponíveis no AI Mode

Por enquanto, os connected apps do Search funcionam dentro do AI Mode apenas nos Estados Unidos, em inglês. De acordo com a página de ajuda do Google, os nomes já listados são Instacart, Canva, YouTube Music, Yahoo Fantasy Football e Sleeper Fantasy Football.

Ao todo, o Google já lançou mais de 50 connected apps somando Search e Gemini. Segundo o blog oficial da empresa, assim que um desenvolvedor coloca seu app no ar, ele passa a visualizar dados de tráfego, latência e taxas de erro.

Por que isso importa

Com a prévia pública aberta, qualquer interessado pode enviar sua candidatura e ter o aplicativo avaliado para entrar no AI Mode, seguindo uma política formal e documentada criada pelo Google. Ou seja, deixa de ser um processo nebuloso e passa a ter regras claras de disputa.

O guia também deixa explícito que o modelo se baseia nas instruções do servidor do próprio app — por exemplo, quais tarefas ele consegue executar — para decidir se repassa ou não uma tarefa a ele. E, pela política, nenhum app pode fazer alegações exageradas ou falsas sobre suas funções só para enganar o modelo e ser escolhido no lugar de outro.

O que vem por aí

Como parte do lançamento em fases, o Google afirmou que, nos próximos meses, novos desenvolvedores, mercados geográficos e produtos da empresa serão incorporados à plataforma. Nas próximas semanas, apps de empresas parceiras — como Adobe, Experian, Localiza e Peloton —, que hoje já funcionam no Gemini, devem chegar também ao Search. Além disso, está prevista uma nova integração com a Calm, válida tanto para Search quanto para Gemini.

Já o Google Search Advocate John Mueller comentou no LinkedIn que está animado com o potencial dos connected apps como plataforma de busca, mas fez questão de classificar o momento como “ainda extremamente inicial”. Ele também ressaltou que não trabalha diretamente no produto.

Com informações de searchenginejournal.com.

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