Estamos cientes de um problema que pode afetar o serviço.

Link building em 2027: o que enterrar e o que ainda funciona — confira o checklist

Por: Eduardo Carrega
30/10/2026
12:59h
Link building em 2027: o que enterrar e o que ainda funciona — confira o checklist
Entenda o que manter e o que enterrar nas estratégias de link building para 2027, segundo framework apresentado em webinar com Michael Johnson.
RESUMIR COM:

Um relatório de backlinks pode parecer cheio de resultados e, mesmo assim, esconder uma verdade incômoda: os sites que concederam aqueles links não tinham motivo real para se importar com a marca. Por isso, na hora de planejar as ações de SEO off-page para o próximo ciclo, a pergunta mais importante não é quantos links uma campanha de link building gerou, e sim por que aquelas menções mereciam existir.

Foi exatamente esse o recorte do webinar “The Link Building Graveyard: What To Bury & What Still Wins”, em que Michael Johnson, CEO e fundador da Resolve, detalhou quais táticas pretende abandonar e quais pretende continuar financiando daqui para frente. O encontro, realizado em 21 de outubro e mediado por Loren Baker, ainda trouxe uma sessão de perguntas e respostas sobre qualidade de publishers, listicles e PR digital.

O teste central proposto por Johnson é simples na teoria, mas exigente na prática: um link só vale a pena quando beneficia a marca, o veículo que publica e, principalmente, o público desse veículo. Assim, seu framework de “manter ou cortar” avalia cada tática tanto pelo impacto em rankings de busca tradicionais quanto pela visibilidade em respostas de IA — sem tratar o número bruto de links como um fim em si mesmo.

Métricas de domínio não deveriam decidir sozinhas no link building

Segundo Johnson, usar Domain Authority ou Domain Rating como critério principal de qualidade é um erro recorrente. Afinal, uma pontuação alta não comprova autoridade real sobre o assunto, não garante uma audiência relevante e muito menos justifica por que aquele site linkaria para a marca.

“São métricas de terceiros. Não são sinais do Google, e são fáceis de inflar.”

Essa fala aparece no trecho de 20:18 do vídeo sob demanda do webinar.

Durante o Q&A, ele detalhou como torna esse processo de qualificação mais concreto na prática: primeiro checa a relevância temática do site e, só depois, vai além do tráfego estimado para investigar quais palavras-chave aquele domínio realmente rankeia. Um exemplo citado foi o de uma suposta publicação de tecnologia que, na prática, atraía buscas sobre celebridades sem relação nenhuma com o nicho — um sinal de alerta, independentemente da pontuação de domínio que o site exiba.

Ou seja, o objetivo não é descartar métricas por completo, mas usá-las somente depois de confirmar se o site tem expertise genuína no assunto e uma audiência que realmente interessa à marca.

O que enterrar (e o que não é preciso enterrar) no link building

Entre as práticas que Johnson recomenda abandonar estão redes privadas de blogs, esquemas de troca de links, âncoras comerciais forçadas e pedidos genéricos só para “entrar na lista” de algum roundup. Ele também questiona o hábito de concentrar a prospecção em páginas de produto, quando um guia, um conjunto de dados ou uma ferramenta dá ao editor um motivo muito mais forte para citar o site.

Essa distinção é importante: Johnson não defende que parceiros legítimos nunca devam linkar uns para os outros, nem que uma página de produto jamais mereça um backlink. O problema é transformar um padrão artificial na base de todo o programa.

Algumas táticas mais tradicionais continuam no seu checklist de “manter”, desde que bem executadas:

  • Guest posts: oferecer expertise real e recursos úteis, em vez de um artigo raso construído só para caber uma âncora comercial.
  • Outreach de links quebrados e páginas de recursos: ajudar o publisher a consertar ou melhorar um recurso com um material que realmente atenda à audiência dele.
  • Menções sem link: buscar coberturas já existentes em que adicionar um link ajudaria o leitor a encontrar a marca ou o produto que já está sendo mencionado.
  • Comentários de especialistas: responder a pedidos de jornalistas apenas quando o porta-voz tiver, de fato, conhecimento relevante a contribuir.

Em um dos exemplos de cliente citados, Johnson descreveu como transformou menções de marca já existentes — ligadas a produtos — em links diretos para a página do produto correspondente. A oportunidade surgiu do próprio contexto da cobertura, não de forçar uma URL de produto em um conteúdo sem relação alguma com ela. O exemplo completo aparece no trecho de 27:54 do webinar.

Como conquistar espaço em listicles sem parecer oportunista

Johnson também traçou uma linha clara entre simplesmente pedir uma inclusão e de fato melhorar a lista do publisher. Um pedido genérico para “adicionar mais uma marca” não ajuda nem o editor, nem o leitor.

Sua estratégia para entrar em listicles começa estudando as empresas já presentes: o que as qualificou para aquele espaço? Que diferencial a marca ausente poderia agregar? Um recurso relevante, dados inéditos ou uma ferramenta útil criam um argumento legítimo de inclusão — já querer o backlink, por si só, não cria.

Baker ainda questionou se um roundup continuaria tendo valor para a visibilidade em IA mesmo quando os links apontam para um programa de afiliados ou para uma página de produto na Amazon. Para Johnson, a menção à marca ainda pode importar bastante nesses casos — o segredo está em conquistar uma recomendação legítima, em vez de tratar todo roundup como um alvo igualmente valioso. Esse ponto é detalhado no trecho de 8:57 do webinar sob demanda.

Ativos que dão à prospecção algo de valor para oferecer

No campo de PR digital, Johnson aposta em pesquisas originais que entreguem ao jornalista uma pauta exclusiva, que ele não encontraria em nenhum outro lugar. Como exemplo, ele comentou campanhas construídas em torno de preocupações no ambiente de trabalho com IA e de custos de viagem, mostrando como um bom conjunto de dados pode virar manchete no timing certo.

Ele também apresentou um mapa interativo sobre “desertos de notícias”, construído a partir de dados públicos e acompanhado de um guia explicativo — um ativo pensado especialmente para programas de jornalismo que buscam recursos educacionais relevantes para linkar. A sessão completa ainda trata de como ele conecta essa ferramenta a páginas de recursos adequadas, incluindo por que listas de prospects geradas por IA ainda precisam de qualificação humana antes de qualquer contato.

Questionado sobre o retorno inconsistente de ações de newsjacking, Johnson contrastou reagir ao ciclo de notícias de terceiros com desenvolver um programa de pesquisa proativo e contínuo. Ele reconheceu que campanhas desse tipo não têm sucesso garantido — a justificativa para repeti-las está em construir um sistema útil ao longo do tempo, não em prometer que cada pitch vai emplacar.

Transformando o checklist em um plano de 90 dias

Para colocar tudo isso em prática, Johnson organiza o trabalho em etapas: auditar o programa existente, estabelecer uma base sobre prompts relevantes de IA usados por compradores, identificar publishers e páginas de recursos que valem a pena, criar os ativos que essas audiências precisam e, só então, fazer a prospecção.

No passo a passo de 90 dias apresentado no webinar, essas etapas se conectam em vez de virarem campanhas soltas: a primeira fase foca no gasto atual e nas oportunidades disponíveis; a seguinte, em pesquisa, criação de ativos e prospecção; a última, em revisar as conquistas e já planejar o próximo ativo relevante.

Para começar a aplicar essa lógica de link building, vale partir de poucas decisões:

  • Revisar para onde está indo o orçamento atual de links e sinalizar placements com baixa relevância temática ou sem audiência confiável.
  • Montar uma lista de alvos a partir de citações relevantes em IA, cobertura de concorrentes e páginas de recursos voltadas à audiência certa.
  • Escolher um dataset, ferramenta, guia ou contribuição de especialista capaz de melhorar de verdade a cobertura desses publishers.
  • Acompanhar domínios de referência relevantes e menções de marca — com ou sem link — ao lado da visibilidade em IA e dos rankings orgânicos.

No fim das contas, o recado de Johnson é bem direto: link building de qualidade em 2027 não é sobre acumular números, mas sobre construir motivos reais para que outros sites queiram falar da marca — e isso, segundo ele, é o que separa uma estratégia que envelhece bem de outra que acaba enterrada no próximo ano.

Com informações de searchenginejournal.com.

Compartilhe

Leia também

SEO Pulse: guia de spam do Google muda regras de indexação — veja o que mudou na semana

SEO Pulse: guia de spam do Google muda regras de indexação — veja o que mudou na semana

Entenda as mudanças no guia de spam do Google, o controle de restaurantes sobre pedidos e os dados de monetização ...
Busca por IA: grandes marcas dominam viagens, mas veja onde sites menores ainda têm espaço

Busca por IA: grandes marcas dominam viagens, mas veja onde sites menores ainda têm espaço

Pesquisa mostra como a busca por IA favorece grandes marcas de viagem no ChatGPT e Google, mas revela brechas para ...
IA no trabalho: CEO da Shopify diz que resposta sobre uso de IA 'não importava' nas avaliações

IA no trabalho: CEO da Shopify diz que resposta sobre uso de IA ‘não importava’ nas avaliações

CEO da Shopify revela que a resposta sobre uso de IA na Shopify nas avaliações internas não importava, mas servia ...

Estamos 100% Seguros!

A Plustag só utiliza em seus servidores versões mais atuais de PHP, que não foram impactadas pelo incidente de segurança amplamente divulgado desde o dia 20/10/2026. (leia o artigo aqui)

Nenhuma medida precisa ser tomada por parte de nossos clientes, estamos cientes e sempre atentos.

Gratos.

Orçamento

Pergunte a IA sobre a Plustag IA: